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Aos 51 anos, Marcelo D2 concede longa entrevista e desabafa sobre eleições brasileiras: "Saí exausto"

November 9, 2018 18:51

Com as mídias sociais cada vez mais fortes e a ampliação de sua inserção na sociedade, a informação vai se democratizando muito mais e é díficil ter controle sobre ela. Além disso, várias pessoas aparecem de uma hora para outra: artistas, influenciadores digitais, pensadores, etc., e alguns, logo também desaparecem.

Nesse ritmo frenético, alguns nomes estabelecidos na mídia nacional, de uma forma natural, perderam espaço. Entre eles, um dos nomes mais influentes do rap brasileiro, Marcelo Maldonado Peixoto ou melhor dizendo, Marcelo D2!

O líder do "Planet Hemp", uma das bandas mais influentes e subversivas dos anos 1990 no país, e que já lançou 10 discos desde o começo dos anos 2000 quando iniciou a carreira solo, voltou à tona com seu ativismo contra Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

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Marcelo passou a ser uma das personalidades mais ativas no Twitter e comprou briga com muita gente por emitir suas fortes opiniões contra o presidente eleito. Comemorando 51 anos, o músico concedeu uma entrevista para o UOL, falou sobre os últimos meses no país e respondeu se acumulou muitos haters ou lovers:

"Acreditei que o Twitter seria um bom lugar para o embate. Saí exausto, mas quase dobrei o meu número de seguidores [hoje ele tem 816 mil no Twitter] e minha voz foi tão ativa a ponto de o Haddad me ligar, me mandar mensagem, agradecendo. Não apoiei o Haddad, fui contra o Bolsonaro!"

 O moço chegou a discutir diretamente com o perfil oficial de Bolsonaro. Marcelo tinha foi provocado e respondeu ao Twitter do político, afirmando que estava fazendo campanha contra ele. Na entrevista o rapper relembra:

"Tinha prometido que eu nunca tomaria partido numa eleição, que político nenhum merecia. Mas Bolsonaro merecia, merecia que eu tomasse partido contra. Na minha cabeça, seria um absurdo que o Brasil elegesse ele, como elegeu, com toda a falácia que ele fez, desmerecendo negros, LGBTs, todas as minorias."

Como um dos maiores nomes do ritmo, D2 ainda usa toda sua moral para mandar um recado para os novos nomes do rapper e que em sua visão, o decepcionaram no posicionamento político:

"Sei que a gente vive numa democracia, mas rap é música de excluído. O cara faz rap e fica do lado de um cara que oprime minorias?"

A entrevista é muito grande e o artista faz todo um balanço sobre sua extensa e vitoriosa carreira, além de tecer suas opiniões políticas. Independente de concordar ou não com seu posicionamento político, o fato é que o músico é de fato um dos nomes mais respeitados do rap brasileiro!

E você, concorda ou discorda da opinião do moço?

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