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Sonho interrompido precocemente: bailarino promessa do Bolshoi morre após se afogar em piscina

November 14, 2018 21:34

Perder alguém precocemente nunca é fácil, especialmente quando isso acontece de forma repentina e por causa de um acidente que podia ser evitado. Na maioria dos casos, isso acontece em decorrência de afogamentos. Seja em piscinas, lagos ou mesmo no mar, o número de pessoas que morrem dessa forma chama atenção. Nos Estados Unidos são 10 por dia e no Brasil aproximadamente 17. 

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Diante disso, é comum ouvir histórias de pessoas que tinham uma vida incrível pela frente e, de repente, são vítimas de um acidente desses. Foi o exatamente o que aconteceu com o bailarino Alex Sandro Barbosa de Souza, de apenas 18 anos. 

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O rapaz era uma promessa do balé Bolshoi, um dos mais famosos do mundo e treinava desde os 12. Para conquistar o desejado posto na companhia, enfrentou o preconceito e passou por muitas necessidades. Mas um trágico acidente o impediu de realizar o sonho de ser um bailarino profissional. 

Enquanto passava um fim de semana com quatro tios e dois primos e uma fazenda no Sul do Brasil, quando se afogou em uma piscina. 

Em entrevista ao portal GauchaZH, a irmã de Alex contou que um primo entrou na água para tentar salvá-lo, mas não conseguiu. 

"Na segunda vez que voltou para cima da água, ele disse: "Se eu não voltar mais, avisa minha família e a Rosaura (primeira professora de balé do jovem) que eu amo eles". Depois disso, ainda se agarrou nas pernas do meu primo, que não conseguiu mais puxá-lo" — relatou. 

Quando o resgate chegou ao local, infelizmente Alex já estava morto. A notícia foi recebida com enorme tristeza pelos familiares, amigos e companheiros de dança. 

"Era um artista de alma. Ensaiávamos sem as roupas e os equipamentos necessários. Fizemos campanhas, brechós e até conseguimos um patrocínio para ele se manter no Bolshoi ", lamentou uma professora. 

Mortes por afogamento

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Infelizmente, casos como o de Alex são mais comuns do que se pode imaginar. Basta apenas alguns segundos debaixo da água para que uma pessoa sofra danos irreversíveis. Segundo uma reportagem da revista Superinteressante, a aspiração de água é capaz de encharcar os pulmões, causar asfixia, inconsciência e até a morte.

Levantamentos mostram que o afogamento é a quarta maior causa de morte acidental em adultos e está entre as três principais em crianças. Por ano, são registrados um total de 500 mil afogamentos no mundo. Por isso, é importante sempre estar alerta e conhecer as medidas que podem evitar incidentes assim. 

O que fazer?

Na hora de um afogamento, é claro que você só pode tentar salvar a vítima se realmente souber nadar e tiver noções de primeiros socorros paa esses casos. Mas, como bem diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar. Então, se está pretendendo viajar e ir à praias, piscinas ou mesmo lagos e cachoeiras, anota essas dicas antes: 

  1. Sempre obedeça os sinais de localização: seja na praia, na piscina ou em qualquer lugar, é importante observar a sinalização e ter certeza de que está em um local seguro; 
  2. Não vá para lugares de maior profundidade e perigo: essa dica serve, principalmente, para o mar. Se você não é um nadador completo, é melhor ficar em lugares mais rasos;
  3. Fique de olho nas crianças: se estiver com crianças, cuidado redobrado! Nunca as tire da sua vista;
  4. Não coma muito ou beba bebidas alcoólicas antes de nadar: cair na água com estômago cheio em embriagado pode ser uma combinação fatal. Opte por um cardápio mais leve e faça um descanso entre a refeição e entrar na água;
  5. Peça socorro: se sentir que está se afogando ou passar mal na água, grite imediatamente e peça ajuda;
  6. Não nade contra a correnteza: quando estiver na água, evite nadar contra a correnteza. Ao invés disso, desloque-se em sentido diagonal e evite permanecer na praia quando tiver trovoadas. 

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Cuidado e atenção são essenciais para garantir sua segurança e a de todos que você ama. Afinal de contas, não é fácil dizer adeus a alguém com tantos sonhos pela frente. Por isso, a história de Alex serve como exemplo, não só pela morte repentina, mas também pela forma como o jovem levou a vida. 

"Mesmo sendo uma criança, na época, ele enfrentou o preconceito e conseguiu chegar lá. O recado que ele nos deixa é de nunca desistir daquilo que acreditamos", concluiu sua irmã. 

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