INSPIRAÇÃO

Sinais de elevação do nível de colesterol que podem não ser percebidos pela maioria das pessoas e os cuidados para sua normalização

December 23, 2017 19:38

Todos nós conhecemos os danos que o aumento do nível de colesterol no sangue pode causar. Em grande medida, sua produção é afetada pela má alimentação, quando a dieta é predominantemente constituída por alimentos gordurosos e com a falta de alimentos de origem vegetal, em particular frutas e vegetais frescos. A situação é agravada também por maus hábitos, estilo de vida pouco ativo e excesso de peso.

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Primeiros sintomas

Visitas regulares ao médico e exames de sangue fazem parte da decisão correta quando o assunto é monitorar o nível de colesterol e acompanhar qualquer alteração ao longo do tempo. No entanto, pode acontecer que você se sinta perfeitamente bem e nem sequer suspeite que tal problema já esteja presente em seu corpo. De qualquer forma, quando algo está errado, nosso organismo nos ajuda ao emitir os 8 sinais a seguir:

1. Formações nas pálpebras

Se você reparar uma pequena formação parecida com uma espinha na região da pálpebra, preste atenção na cor. A cor amarelada indica que o nível de colesterol está aumentado. No entanto, não tenha medo de que isso afete sua visão. Uma das opções para se livrar delas é uma intervenção com o uso de cosméticos, mas a simples normalização da sua composição sanguínea eliminará completamente o problema.

2. Marca cinza ao redor da iris

A aparência de um "anel" em torno da íris é considerada uma mudança relacionada à idade. Mas se você ainda não tem 45 anos e essa marca já está bem visível, isso também indica um aumento do nível de colesterol.

3. Dormência nas extremidades

A sensação de dormência e formigamento nos dedos e depois nas mãos e pés são sinais claros de permeabilidade reduzida dos vasos sanguíneos. Isso significa que os tecidos e terminações nervosas periféricas estão recebendo menos oxigênio e nutrientes, já que os capilares estão obstruídos.

4. Dores na parte superior da coluna

Uma sensação desagradável na parte de trás da cabeça, pescoço, ombos e parte superior da coluna pode indicar insuficiência sanguínea. Outro sintoma pode ser a tontura, explicada pela nutrição escassa do cérebro.

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5. Palpitações cardíacas

Nós estamos acostumados a associar qualquer aceleração da frequência cardíaca com o esforço físico; sim, esse fenômeno é bastante normal e não deve ser motivo de preocupação. No entanto, se a sensação for muito frequente ou intermitente, mesmo em repouso, isso indica que o "motor" está sendo forçado a trabalhar com intensidade aumentada e a bombear sangue mais rapidamente. A razão para isso é simples: os vasos estão entupidos por conta do colesterol. Muitas vezes, tal sensação é acompanhada por uma dor intensa no lado esquerdo do peito.

6. Falta de apetite combinada com excesso de peso

Distúrbios no metabolismo dos lipídios favorecem o acúmulo de gordura na cavidade abdominal. Além disso, por conta da capacidade reduzida do trato gastrointestinal para digerir os alimentos, a comida permanece no intestino por mais tempo que o necessário. É por isso que uma pessoa com um elevado nível de colesterol constantemente se sente saciada, e mesmo assim a massa corporal continua crescendo. Além disso, pode haver problemas com as fezes, excessivamente frequentes.

7. Sensação de cansaço e instabilidade emocional

Problemas digestivos crônicos levam a uma situação na qual o corpo recebe energia insuficiente para seu funcionamento normal. Outros sintomas do excesso de colesterol são as mudanças frequentes de humor sem motivo aparente, a diminuição da capacidade de concentração, as falhas na memória e a depressão.

8. Aparecimento de lipomas

O lipoma é o depósito de gordura no espaço entre a pele e o tecido muscular, que ocorre principalmente no pescoço, nas extremidades superiores e inferiores e na cavidade abdominal. A aparência de tal "caroço" é uma evidência clara de que é necessário consultar um médico e fazer um exame de sangue.

Dedique maior atenção às pernas

Além do colesterol ruim afetar significativamente o funcionamento do coração, seu excesso pode ser sinalizado também pela condição das pernas, que podem desenvolver uma doença arterial periférica. O colesterol pode ainda provocar um acidente vascular cerebral e ataques cardíacos. Por isso a importância de diagnosticar rapidamente o problema, já que isso aumenta as chances de um tratamento eficaz. Veja 5 sinais do seu corpo que ajudarão você nessa tarefa:

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1. Síndrome do "cansaço" das pernas

A falta de uma circulação sanguínea regular causa desconforto e até mesmo dores. Esses sinais podem aparecer em qualquer área, desde a perna até a pélvis e afetar uma ou ambas as extremidades. Geralmente, o desconforto ocorre mesmo durante exercícios físicos leves como uma simples caminhada e desaparece em repouso.

2. Cãibras noturnas

Espasmos na região dos pés e do calcanhar são sinais claros de distúrbios circulatórios causados pelo entupimento dos vasos sanguíneos. Se você está familiarizado com tais fenômenos, tente abaixar as pernas da cama para o chão, isso ajudará a estimular o fluxo de sangue para os membros inferiores.

3. Alteração no estado da pele e das unhas

O elevado nível de colesterol pode ainda ser indicado pelo crescimento lento das unhas, perda de cabelo, bem como pelo brilho e aumento da densidade da pele. Observe sinais de vermelhidão, palidez etc., que também podem ser sinais de problemas com a circulação sanguínea. Muitas vezes, podem até mesmo aparecer pequenas úlceras, às vezes de natureza trófica, que são difíceis de tratar e que demoraram para sarar. A ausência de dor nessas lesões é um indicativo de morte das terminações nervosas.

4. Pés frios

A sensação de frio nos pés é considerada normal em condições de baixas temperaturas ou refrigerações artificiais de ambientes, e também pode ser uma consequência de mudanças relacionadas à idade. No entanto, vale a pena consultar um médico caso um dos pés esteja mais quente do que o outro.

5. Atrofia nos músculos da panturrilha

O colesterol em excesso pode provocar ainda a doença arterial periférica, que causa a diminuição do músculo gastrocnêmico, reduzindo o seu número de fibras. Isso é seguido pela destruição de tecido e por uma eventual gangrena, que é uma ameaça à vida.

Vale lembrar que, em alguns casos, essa doença é assintomática, pelo menos nos primeiros estágios. As pessoas que sofrem de diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e têm mais de 50 anos de idade estão no grupo de maior risco.

Transição para uma alimentação mais saudável

Qualquer doença é muito mais fácil de prevenir do que tratar, especialmente porque a resposta do corpo aos métodos de combate é individual, o que muitas vezes complica o processo e o torna mais longo. O melhor método de prevenção é eliminar alimentos prejudiciais ainda na idade jovem. Todos nós entendemos que uma mudança radical nos hábitos alimentares representa um estresse não só no plano físico, mas também no emocional. No entanto, esta transição pode ser implementada gradualmente.

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Inicialmente, procure substituir a carne vermelha pela branca, peixes e mariscos com baixo teor de gordura. Depois, diversifique sua alimentação, consuma mais proteínas vegetais – uma boa pedida são os grãos.

Aos poucos você pode abandonar o consumo frequente de manteiga e bacon, dando preferencia por cozinhar com menos gordura. Dentro de pouco tempo você já estará preparando comidas bem mais saudáveis e sem prejuízos sensíveis de gosto.

A substituição do leite integral por outro mais saudável será menos perceptível se inicialmente for por leite sem gordura, e só depois por leite de soja ou amêndoa.

Os amantes do queijo podem consumir, como alternativa, o requeijão, e depois de reduzir seu consumo, mudar para o tofu e o abacate, que são excelentes para lidar com o excesso de colesterol.

Em vez dos doces industrializados, procure consumir os naturais como frutas secas e mel.

Vasos sanguíneos saudáveis são fundamentais para uma vida mais feliz. Nunca é tarde para cuidar melhor de si mesmo e de sua saúde. Seu corpo só vai agradecer e retribuir.


Este artigo é meramente informativo. Não se automedique e, em todos os casos, consulte um profissional de saúde certificado antes de usar qualquer informação apresentada nesta publicação. O conselho editorial não garante nenhum resultado e não assume qualquer responsabilidade por danos que possam resultar da utilização das informações constantes no artigo.