FAMÍLIA & CRIANÇAS

Novo estudo mostra que bebês devem dormir na cama junto com a mãe até os três anos

October 9, 2018 15:30

Alguns pais dizem que adoram dividir a cama com seus filhos. No entanto, há outros que realmente não estão satisfeitos em ficar com cantinho minúsculo da cama para dormir. Quando um recém-nascido chega ao seu novo lar, ele costuma se colocar como o dono da casa, e são os pais que precisam ajustar suas vidas de acordo com as necessidades do novo membro da família.

A discussão sobre as crianças dormirem ou não com seus pais continua durante longo tempo do início da vida do bebê. Os médicos, em sua maioria, não recomendam que os pais durmam com os filhos. No entanto, um estudo recente revelou algumas novas vantagens em dividir a cama com os recém-nascidos.

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O médico Nils Bergman, da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, passou um bom tempo observando 16 bebês, alguns que dormiam praticamente no peito de suas mães e outros que dormiam sozinhos em seus berços.

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Aparentemente, os corações daqueles que foram separados de suas mães durante a noite mostraram mais sinais de estresse, além disso, os pequenos tiveram problemas para dormir e demostraram sinais de dificuldades para passar pelas fases do sono.

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Apenas 6 dos 16 bebês dormiram em silêncio, e a qualidade do sono deixou muito a desejar.

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O hormônio do estresse afeta o desenvolvimento do cérebro e provoca ansiedade durante a infância, o que pode levar a problemas comportamentais no futuro.

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Com base nos resultados do experimento, o médico sugere que os bebês devem dormir na cama, ao lado de seus pais, até os três anos de idade. Durante as primeiras oito semanas de vida do bebê, o mais recomendado é deixá-los dormir grudados no peito da mamãe, pois isso estimula o desenvolvimento do cérebro.

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No entanto, há o outro lado da história: é do conhecimento de todos que dormir na cama com os pais pode aumentar o risco das chamadas mortes súbitas infantis. Dois terços dos casos fatais estão relacionados a bebês que acabaram sendo sufocados quando dividiam a cama com seus pais.

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No entanto, o Dr. Bergman rebate tais informações, alegando que a mãe não é o motivo da morte. Normalmente, o que ocorre é que o espaço é preparado de forma inadequada, e isso sim coloca em risco a vida dos bebês: isso diz respeito a uma enorme quantidade de brinquedos de pelúcia na cama, tecidos tóxicos, mães que fumam na cama e travesseiros de grandes dimensões.

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A organização de um espaço seguro reduzirá o risco de sufocamento; por exemplo, a colocação de uma toalha enrolada entre a mãe e o bebê pode servir como proteção e não permitir que mãe, ao se virar, acabe por prender a criança sob seu corpo. Uma medida tão simples assim não atrapalha em nada o sono e a aproximação entre mães e filhos.

Quando uma bebê dorme junto com sua mãe, há uma redução do estresse tanto da a mãe, quanto do bebê, além de propiciar que entre eles se estabeleça uma conexão forte, que trará ao recém-nascido uma sensação de segurança, essencial para o desenvolvimento das atividades cerebrais.

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