Juliana Caldas abre sua intimidade e revela sensação após sessão de fotos sem roupa: "Não deixo a minha condição de ter o nanismo me impedir de nada"

Celebridades

September 5, 2018 23:14 By Fabiosa

Conhecemos Juliana Caldas através de sua brilhante atuação na novela O outro lado do paraíso. Em entrevista que deu para a revista Quem, a atriz de 31 anos revelou mais detalhes sobre sua vida íntima e passamos a saber mais sobre o que ela pensa a respeito de sua sexualidade e que papel tem o nanismo em seus relacionamentos.

 

•O diferente não é ruim, ele só não é igual.• . . . . Saber olhar o diferente não é só uma questão de tamanhos, quilos, cor, etnias, etc... Saber olhar o diferente é escolher ser uma pessoa melhor independente de sua estrutura. Sempre fui diferente de todos, mesmo daqueles que tem a mesma altura que eu, e mesmo assim sempre fui diferente, tipo, nunca fui de usar aquela blusa da moda, quando ela estava na moda e todos usavam... eu não mesmo gostando dela... eu usava ela quando a moda passava e todos deixavam essa blusa de lado. Isso é um modo de ser “diferente”. Por ser diferente nunca julguei a capacidade de ninguém. Um exemplo muito simples que me fez aprender isso foi minha mãe, quando eu falava que não gostava de alguma comida ela me perguntava “Já experimentou?” E ela fazia experimentar, e aí essa comida virava a minha favorita. Com isso aprendi não julgar antes de conhecer. Ser o diferente faz de alguma forma as outras pessoas serem diferentes. Ser o diferente faz as pessoas saírem da sua zona de conforto pra conviver e aprender com nós, “os diferentes” e eu amo isso. Amo ser diferente, ensinar coisas, vivências, ensinar um outro tipo de olhar. Poder fazer as pessoas se colocarem no lugar do outro e pensarem, isso é maravilhoso. Ser diferente chama a atenção e já que eu tenho essa atenção pra mim, passarei pra frente o normal do diferente. 💚 #muitoamor 📸 @brunnorangel @ma.feitosa

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Para a atriz, o sexo representa vida, e só faz se lhe der prazer. Assegura que nunca se preocupou em dar o primeiro beijo porque todo mundo já tinha dado, ou ir para cama porque já tinha passado da idade. Ela fez tudo no seu tempo, quando se sentiu segura e com a certeza de que iriam respeitá-la.


Juliana perdeu a mãe e a avó muito cedo, por isso, quando surgiam dúvidas sobre o ato, tinha que recorrer às amigas ou às mães delas. Sobre seu corpo, ela afirma não se preocupar em seguir a estética padrão.


Por causa do seu nanismo, as pessoas não conseguem imaginá-la como alguém que sente desejos sexuais, da mesma forma que acham que ela não é capaz de fazer nada por causa da deficiência:

 

• Meu aqui é sempre além... • 🦋

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"É engraçado como as pessoas não sabem lidar com isso. Elas ficam surpresas. Já vieram me perguntar: 'Você transa?'. Como assim? Óbvio, todo mundo transa. É como se fosse uma coisa de outro mundo, e não é, é normal, da mesma forma que você", argumenta.

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Apesar de confirmar não poder fazer todas as posições que alguém mais alto costuma fazer, ela se diz disposta a ensinar e mostrar outras diferentes, que podem se revelar ainda mais prazerosas. Ser deficiente não quer dizer que não consiga ter prazer.

Segundo ela, muita gente não sabe lidar com relacionamentos com deficientes. Alguém ser cadeirante não quer dizer que, por ser paraplégico, não possa realmente mexer nada da cintura para baixo. Da mesma forma com o nanismo, é preciso um jeito específico na cama e tudo dependerá de como você recebe isso e ensina para o outro.

O fetiche por anões é algo que ela teve que lidar muitas vezes. Juliana acredita que existe mais atração da mulher em relação ao homem com nanismo, pois elas são mais abertas e têm muitas curiosidades sobre o tamanho do órgão. Já em relação ao desejo dos homens, a imaginação vai mais além, de modo que o fetiche desponta até mesmo antes da atração.

Caldas sempre procura identificar qual o interesse do parceiro nela. Não negou que poderia ceder a um desejo masculino desse tipo, mas gostaria de saber que seria assim, pois se perceber que for algo desrespeitoso ou com más intenções, ela não aceita:

"A partir do momento que começo a me relacionar, quando vejo que existe esse interesse de relacionamento e acontece de vir esse tipo de assunto (sexo), jogo a real: 'É fetiche, é isso, é aquilo, é curiosidade, o que é?'. Pergunto para saber o que eu faço, como eu lido com isso", explica.


A atriz também expôs seu ponto de vista a respeito da sessão de fotos que fez para o Pele Project. Ela expressa que resolveu fazer porque se ama, se acha linda e se aceita. Esclarece ainda que as fotos foram de “nu artístico”, onde se via apenas a silhueta de seu corpo. Seu objetivo era fazer as pessoas pensarem e gerar todos os tipos de opiniões.

Juliana Caldas aconselha as mulheres que estão começando sua vida sexual agora a fazerem o que tiverem vontade, mas com consciência, pois é importante sempre usar proteção. No entanto, é preciso se colocar em primeiro lugar, e quem for entrando em sua felicidade, é apenas uma consequência dela.

A atriz se mostra muito resolvida e conclui contando como ela lida com o nanismo: "Nunca (ênfase) deixo o nanismo me definir. Não deixo a minha condição de ter o nanismo me impedir de nada. Se eu não conseguir, beleza, mas vou tentar de todas as formas aquilo, sabe? Fora isso, faço o que quero. E aí, cada um escolhe viver da forma que quer."

Fonte: Quem

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