Ex-lutador Vitor Belfort faz carta emocionante para irmã desaparecida há 14 anos: "Queria tanto que você estivesse aqui"

Só quem passa por isto pode imaginar o sofrimento de alguém que busca um parente desaparecido. No Brasil, ocorrem oito desaparecimentos por hora, e junto a eles, milhares de famílias vivem com a angústia de um luto inacabado.

Quando chega a época de Natal, fica ainda mais difícil de lidar com a ausência do ente querido: mais um ano em que a família não estará completa na ceia. Para Vitor Belfort, cuja irmã desapareceu há 14 anos, esse período é ainda mais doloroso, pois dezembro é o mês de aniversário de Priscila.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Ela tinha 29 anos quando desapareceu em 2004. Três anos depois de seu desaparecimento, uma mulher supostamente envolvida no crime disse que a sequestrou e a assassinou juntamente a uma quadrilha de cerca de 10 pessoas. 

Durante seu depoimento, que segundo a Polícia estava cheio de contradições, a suspeita afirmou ter feito isso a mando de um casal, com quem Priscila e seu namorado teriam uma dívida por compra de substâncias ilícitas, o que foi desacreditado pelos familiares da vítima. "Não acredito que ela tinha essa dívida, nem envolvimento com nada", disse a mãe dela na época, negando que a filha fosse usuária de drogas.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Mais de 10 anos após essa reviravolta no caso, a família Belfort continua sem saber o que aconteceu com Priscila e sofre até hoje com essa dor que não se apaga. Na quarta-feira (5), dia em que ela completaria 44 anos de idade, o ex-lutador de MMA deixou uma mensagem emocionante em suas redes sociais, em memória de sua antiga parceira de vida.

"Pri, Já se passaram 14 anos desde a última vez que nos vimos. Confesso que nunca imaginei que isso poderia acontecer, mas não vou perder meu tempo pois para quem fica esse assunto é pior que a morte, Pri, queria tanto que você estivesse aqui, queria poder te abraçar mais uma vez, te beijar mais uma vez, queria tanto que você conhecesse seus sobrinhos: David, Vitória e Kyara. Eles sempre perguntam de você. Já contei a eles todas as história possíveis e impossíveis que tivemos juntos. Pri, depois que você se foi, a Mãe e o Pai envelheceram bastante, não dá nem pra imaginar a dor que eles sentem (…) enterrar um filho (a) é algo que não deveria acontecer nunca, e ter um filho (a) desaparecido, deveria ser inadmissível", disse Vitor. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O irmão de Priscila continuou sua “carta” lhe contando como estava a família. O pai - que passará o Natal com Vitor, a esposa, Joana Prado, e os filhos do casal - "continua forte demais, mas ainda acha que é um garotão". A mãe, continua linda (e meio desorganizada), e "prometeu que agora vai começar a se cuidar, pois tem ‘lindos’ motivos: um deles, é ver os netos crescerem e ser uma bisa, ela é forte demais". A “tia Cássia”, virou uma superexecutiva e morre de saudades dela.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Por fim, Vitor falou que vê o desaparecimento com um eterno enterro, que só acaba quando o caso é solucionado, e deixou um conselho para aqueles que também enfrentam um luto sem fim: "O tempo, como todos sabem, é um santo remédio, mas ao mesmo tempo, para algumas circunstâncias, é a própria morte. Conselho: faça o tempo trabalhar em seu favor, não deixe o tempo te matar".

Desejamos paz e força à família Belfort e a tantas outras que passam por essa mesma dor. Você pode ver o depoimento completo de Vitor clicando no post a seguir.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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