Decisão difícil: aos quatro meses de gravidez, essa jovem teve que decidir entre a vida dela e do bebê

Família & Crianças

October 13, 2018 01:40 By Fabiosa

Para muitas mulheres, a gestação é um momento mágico e muito especial. Cada detalhe é planejado: desde o médico que vai acompanhar o pré-natal, até a forma como a criança vai vir ao mundo. Mães, especialmente as de primeira viagem, sentem muito prazer nesses atos. Mas, ainda existem as preocupações.

Uma delas é saber se o bebê será saudável. Por isso, os exames dos dois, tanto da mãe quanto da criança, precisam estar em dia. E é aí que algumas acabam recebendo uma notícia terrível, e são obrigadas a tomar uma decisão.

É o caso de Brianna Rowlings, de apenas 18 anos, que descobriu uma leucemia extremamente agressiva quando estava grávida de quatro meses. Diante do diagnóstico, os médicos explicaram que ela tinha duas opções - levar a gestação adiante e colocar a própria em vida em risco para tentar salvar a criança ou interromper a gravidez para realizar o tratamento contra o câncer.

Sem pensar duas vezes, optou pela primeira. Para ela, o filho estava em primeiro lugar. “Minha decisão foi sobre o Kyden e apenas sobre o Kyden, ele era meu filho e pequeno milagre”, disse em uma entrevista para a Veja.

Pouco depois de decidir pela vida do filho, Brinna contraiu uma forte infecção e os médicos fizeram uma cesárea de emergência. O menino nasceu prematuro de três meses e lutou bravamente por 12 dias antes de, infelizmente, falecer.

Agora, a jovem tira forças do filho para continuar o tratamento contra a leucemia. “Eu quero vencer essa doença terrível e acredito que posso fazê-lo. Eu fiz uma promessa ao meu filho”, declarou.

A bancária Cintia Valle também viveu uma situação parecida quando se descobriu grávida aos 39 anos.

Um exame de rotina constatou um linfoma depois que ela retirou a mama para uma biópsia. Orientada pela equipe médica, ela decidiu seguir com a gravidez e começou a quimioterapia no segundo mês trimestre da gestação.

Os médicos fizeram alguns exames e a medicaram de forma que não atrapalhasse o desenvolvimento do bebê, que também acabou nascendo prematuro, na 33ª semana de gestação.

Felizmente, a história teve um final feliz e mãe e bebê não demoraram a receber alta.

Quando Lucas tinha nove meses, Cintia já havia conseguir controlar a doença o suficiente para voltar a trabalhar. Claro que foi preciso muita superação para chegar onde está hoje.

Mas de superação também viveu a representante comercial Priscila Lang de Moraes. Ela também descobriu uma leucemia agressiva durante a gravidez e, como as outras mães, optou por manter a gestação.

O combinado entre Priscila e seus médicos era de que ela só iniciaria o tratamento quando as células cancerígenas aumentassem desproporcionalmente, o que aconteceu 12 dias depois do diagnóstico.

Assim, os médicos foram obrigados a fazer uma cesárea no bebê, que nasceu com 27 semanas de gestação e pesando quase 800 gramas.

Mãe e filha passaram por verdadeiras provações enquanto permaneciam internadas em hospitais diferentes passando pela recuperação. Priscila conheceu a filha quando ela completava quase um mês de vida, e ainda assim não pode pegá-la no colo.

Quando a pequena Manuela recebeu alta, a mãe ainda estava UTI e ela foi cuidada pelos pais, avós e também por uma enfermeira do hospital.

Recuperadas, as duas, ela conta um dos momentos mais especiais que viveu desde que descobriu a gravidez - a festa de um ano da filha. Além dos convidados tradicionais, o evento contou com a presença de toda equipe médica que acompanhou mãe e filha nos dias mais difíceis. “Foi a oportunidade de reencontrar todo mundo que torceu pela gente. Celebrar a vida”, pontuou.

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