Dois anos depois do surto do vírus da zika, mães continuam lutando pela vida dos filhos com microcefalia e com o descaso do governo

Família & Crianças

June 21, 2018 13:11 By Fabiosa

O Brasil inteiro acompanhou o surto de Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que atingiu principalmente Pernambuco nos anos de 2015 e 2016.

Como consequência, mulheres grávidas que foram picadas pelo mosquito tiveram complicações relacionadas à Zika.

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Foram registrados casos de 437 mulheres da região tiveram seus bebês com a microcefalia, caracterizada por uma condição neurológica em que a cabeça e o cérebro ficam em tamanho menor do que o padrão de crianças da mesma idade.

Entre as consequências da microcefalia estão o atraso no desenvolvimento, comportamentos como irritabilidade, choro contínuo, distúrbios de sono e convulsões.

Desde o episódio, profissionais de saúde vêm se mobilizando para atender essa demanda da melhor forma possível, porque quanto mais cedo e melhor forem os estímulos e cuidados, maiores são as chances da criança crescer sem tantos sintomas.

As mães também se unem em grupo para se ajudarem mutuamente e tentarem lidar com o desafio diário e oferecer uma melhor qualidade de vida aos filhos.

Ao mesmo tempo, enfrentam e tentam denunciar o descaso e falta de apoio do Governo. Faltam recursos, vagas nos hospitais e pedidos de benefícios negados são os principais obstáculos enfrentados por essas mães.

Um exemplo é o caso da mãe Franciene dos Santos Souza, de 28 anos que teve o pedido de Benefício de Prestação Continuada negado pela quarta vez pela justiça ao seu filho de um ano e dez meses, Gabriel Gonçalves.

O benefício foi negado pelo fato de o governo não ter identificado o “estado de miserabilidade” de Franciene, mas ela continua dependendo de doações para poder cuidar de seu filho com microcefalia.

Agora, o INSS vai avaliar novamente o caso de Franciene. Vamos torcer para que ela, assim como outras mães com bebês com microcefalia, possa conseguir a ajuda do governo.

Fonte: Rede Brasil Atual

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