Monstruosidade! Garota de 13 anos dá a luz trigêmeos gerados por estupro

Família & Crianças

October 26, 2018 16:33 By Fabiosa

Na Guatemala, uma menina de 13 anos deu a luz a trigêmeos gerados por estupro. Ela não sabia que estava grávida até seu estômago inchar. Apenas 1 dos 3 bebês que nasceram sobreviveu. No Brasil, é possível o aborto em casos como esse, mas o processo é exaustivo.

Francisca Lopez Perez, de Momostenango, foi estuprada por um estranho que ela não conseguiu identificar. Segundo ela, ele vendia doces na rua. A garota não percebeu que estava grávida até seu estômago começar a inchar – estava gestante de trigêmeos. Os bebês pesavam apenas 1kg e somente o mais novo sobreviveu. Ela luta para cuidar de seu filho na extrema pobreza – Francisca vive com sua mãe e sete irmãos em uma casa feita de tábuas.

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É comum no Brasil haver situações de estupro – e elas muitas vezes são abafadas pela própria vítima (pelo constrangimento e pelo medo de ser julgada), por pessoas próximas ou até mesmo as famílias (tanto da vítima quanto do estuprador). Desde 1940, brasileiras que foram estupradas podem realizar o aborto de forma segura – em média, 7% dos casos resultam em gravidez segundo o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. 

Porém, apesar de terem esse direito no Código Penal, o processo de aborto é longo e burocrático. E ainda, ao cruzar dados de estupros registrados pela Polícia com os de abortos realizados pelo SUS, é possível notar que os Estados que menos garantem assistência jurídica e legal para a interrupção da gravidez são os mesmos que mais apresentaram casos de violência sexual.

Catherine* e Paula* são dois exemplos de violência. Catherine sofreu violência por um amigo – que afirmou na época, “que tinha tido um apagão". Não negou o que aconteceu, mas disse que não se lembrava por ter apagado. Ela não quis abortar pois pessoalmente achou que o processo seria mais traumático do que ter o filho. Não contou a ninguém do que aconteceu por medo de ser julgada e não levou a denúncia à polícia. Deixou que achassem que o filho fosse fruto de um relacionamento casual – somente anos depois contou a verdade a pessoas próximas.

Já Paula, aos 27 anos, foi estuprada por um desconhecido em Foz do Iguaçu – PR, ao sair da faculdade. Ela também ficou em silêncio, devido à vergonha e ao constrangimento, e não registrou boletim de ocorrência. Após pouco mais de um mês, ficou apavorada ao receber o resultado do teste: positivo para gravidez.  Somente na terceira consulta resolveu pedir ajuda do médico. “Aborto só com ordem judicial”, afirmou o profissional.

Ela procurou a Delegacia da Mulher, e foi encaminhada ao Ministério Público. O MP a encaminhou também para o Centro de Referência de Atendimento a Mulher. Somente depois de receber uma recomendação para ir à Defensoria Pública ela conseguiu interromper a gravidez na 12ª semana. Antes disso, ela sofreu também outra violência – a burocrática.

“Ela procurou diversos órgãos públicos, passou por uma verdadeira violência institucional. Em caso de estupro, não é preciso autorização judicial nem boletim de ocorrência para realizar o aborto, e essa exigência acabou sendo um entrave para que ela exercesse o seu direito”, disse a defensora Maria Fernanda Ghannage Barbosa.

Fonte: DailyMail, Terra, Revista Galileu

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