Movida pelo amor, mãe de garotinha com deficiência cria associação que faz próteses e ajuda pessoas do país inteiro

Existem poucas coisas neste mundo que nos inspiram mais a ser uma pessoa melhor do que a missão de ser mãe. No caso da Geane Poteriko, de São João do Ivaí (PR), a necessidade de sua filha foi a motivação para que ajudasse não só a garotinha, mas muitas outras pessoas.

Dara nasceu sem uma das mãos, devido à Síndrome da Brida Amniótica ou agenesia, que causa no feto a má formação de membros. Desde então, sua mãe partiu em busca de soluções até que um dia viu que era possível fazer próteses usando uma impressora 3D.

Quem melhor para entender o amor que alguém sente por um filho do que uma mãe, não é verdade? Foi por isso que, antes mesmo de sua filha ganhar a sua prótese, Geane começou a ajudar outras crianças quando criou a Associação "Dar a Mão", uma entidade sem fins lucrativos que leva o nome da garotinha. "A gente sabe até onde vai o amor de uma mãe pelo seu filho. É esse amor que motiva o nosso trabalho", afirmou.

Por meio de uma equipe de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, a associação desenvolve próteses de baixo custo, garantindo inclusão social, tanto para os pequenos como para adultos.

O grupo de São João do Ivaí foi crescendo, conquistando novos integrantes e hoje conta com uma rede de mais de 100 voluntários espalhados pelo Brasil. Sejam médicos, enfermeiros, engenheiros, fisioterapeutas ou donas de casa, cada um ajuda como pode para chegar no produto final, a prótese em si, e atingir o objetivo de todos: dar uma melhor qualidade de vida para as pessoas.

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"A maioria da ajuda que nós recebemos, é com o serviço. Então, essas pessoas se dispõem a doar parte do seu tempo para poder nos atender. Nós temos um banco de dados, onde nós conectamos as pessoas que precisam do atendimento aos profissionais que estão dispostos a atender”, explicou Geane.

Quando completou 4 anos, Dara, a pequena inspiradora, pôde ganhar sua mãozinha de princesa, como costuma chamar a prótese. Assim como ela, agora muitas outras crianças podem andar de bicicleta e tocar violão, por exemplo. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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As próteses 3D construídas pela ONG são inspiradas em super-heróis, o que aumenta a motivação e ajuda a criança a entender que a deficiência física não é sinônimo de incapacidade ou motivo para sentir vergonha. Pelo contrário, as crianças que recebem o modelo 3D, logo apresentam melhorias físicas e emocionais, inclusive mais independência ao realizar atividades básicas do dia a dia.

Quer saber mais sobre esse trabalho? É só acessar a página do Facebook da Associação "Dar a Mão".

Fonte: G1

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