Mimo ou cuidado? Especialistas esclarecem se dar colo ao bebê faz mal ou se nunca é de mais

Família & Crianças

July 16, 2018 15:28 By Fabiosa

É muito comum ouvirmos que dar colo ao bebê pode “deixá-lo mal acostumado” ou “mimado” e alguns até dizem que pode prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Diante de tantos “palpites” que rodeiam o universo materno, muitas mães e pais ficam em dúvida até que ponto esse comportamento pode ser bom ou ruim.

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Quando o bebê nasce, ele é um ser humano totalmente indefeso e sua única forma de comunicação inicial é por meio choro. Então, a primeira reação instintiva da mãe é pegar o bebê no colo.

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Dar e receber colo é uma sensação boa não só para o bebê, mas também para as mães, que ao querer cuidar e acolher, se sentem bem em ter suas “crias” bem coladinhas ao corpo.

Mas afinal, o colo faz bem ou faz mal? Vamos observar a opinião dos especialistas.

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De acordo com estudos sobre desenvolvimento, o primeiro aprendizado do ser humano acontece por meio da pele, que é o que os especialistas chamam de “Aprendizagem Epidérmica”.

Por isso, dizem que o contato da pele do bebê com o cuidador é essencial para estimulação de diversos mecanismos que podem ajudar na infância e até na vida adulta.

Já é mais do que comprovado que o colo pode trazer benefícios não só na infância, mas também na vida adulta, como a sensação de pertencimento e de acolhimento, relaxamento e calma, além de melhorar o desenvolvimento dos sentidos e a sensibilidade ao toque.

Box Lab / Shutterstock.com

Estudos indicam que o nível de cortisol, o conhecido hormônio do stress, é liberado em quantidade menor em crianças com cuidadores atenciosos mesmo diante de sustos ou situações inesperadas.

Aqueles que não tiveram contato com outro ser humano na primeira infância podem se sentir menos amados e podem ter um desenvolvimento mais lento ou até menor.  Pesquisas indicam que crianças que ficam em abrigos podem ter atrasos na aprendizagem.

Prova de que dar colo é bom e não faz mal a ninguém é o sucesso do Método Canguru, criado e aplicado em Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal dos hospitais, que consiste em colocar o bebê prematuro em contato com a pele da mãe e do pai.

Os benefícios deste método já estão mais do que comprovados, como favorecer o vínculo entre mãe e filho, estimular o desenvolvimento, reduzir o estresse e a dor do bebê, entre outros.

A dúvida da maioria dos pais não se restringe apenas a dar colo ou não, mas sobre qual seria a dose certa para que não seja estafante aos pais nem às crianças.

Muitos médicos e psicólogos recomendam que os pais aproveitem essa fase do “colinho”, porque assim que as crianças começam a aprender a gatinhar e a andar, a partir dos seis meses, a maioria só vai querer ficar no chão.

Ofereça sem moderação! Não existe lugar melhor para estar em situações difíceis da vida. Quem nunca foi atrás de um colo de mãe mesmo depois de adulto?

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