Desespero! A saga do menino de 12 anos que viaja sozinho para os EUA e enfrenta todo tipo de perigo para fugir da miséria

Família & Crianças

October 23, 2018 01:27 By Fabiosa

Somos um povo de extremos. Ao mesmo tempo que o brasileiro pode ter um coração enorme, podemos igonrar completamente o sofrimento do outro. Uma prova disso é que a imensa maioria de nós só sabe que Honduras é um país quando enfrenta a seleção brasileira de futebol (e olhe lá!).

O nosso vizinho da América Central, banhado pelos mares caribenhos, passa por uma crise migratória sem precedentes. E enquanto alguns políticos defendem o fim da lei de imigração (uma das mais modernas e aplaudidas mundo afora) e a implantação de "um campor de refugiados", histórias como a desse menino de 12 anos, que enfrenta sozinho o maior desafio da sua vida para fugir da miséria, da violência, fome e morte, nos mostram o porquê precisamos ser mais humanos. Conheça a história de Mario Castellanos.

Entre as milhares de histórias de imigrantes que deram de cara com os muros da fronteira mexicana em busca de realizar o "sonho americano", a história desse garoto de apenas 12 anos de idade se destaca! Ele fugiu de seu lar e não quer mais voltar porque de acordo com as palavras dele: "Honduras sofre".

Sua mãe, Dilsia Murillo, só soube de sua partida depois que os vizinhos a disseram que o haviam visto nos noticiários. "Eles queriam me colocar em uma gangue", revelou o garoto em entrevista à BBC World. "Eles me disseram para entrar, eles iam me pagar bem, mas eu não queria", continuou.

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O pequeno reflete o drama das crianças migrantes que decidem viajar sozinhas para os Estados Unidos, vivendo atormentadas pela violência e extrema pobreza.

A mãe, desesperada, vive em eterna angústia por seu filho: "Você sabe bem como uma mãe se sente sem seu filho, se eu não morri ainda é porque o único que pode nos levar é nosso pai celestial".

Mario teve que passar pelo quando milhares de imigrantes tentaram entrar no território mexicano à força e a Polícia Federal respondeu com violência.

Ele, com apenas 12 anos de idade, fugindo da miséria e da violência foi recebido com mais violência e ferido, teve que ir a um posto de imigração para receber atendimento médico.

Quando olha para trás, Mario visualiza apenas uma chance de sobreviver e não vai desistir de chegar aos EUA, mesmo o México não permitindo a sua entrada: "Andar é muito difícil, mas minha missão é chegar. Eu sinto falta da minha casa, mas temos que continuar".

Eles não querem voltar para o seu país e não é porque querem viver no luxo

Muito menos "roubar o emprego dos nativos". As condições de vida nos países de origem das pessoas que decidem se refugiar em outros países é sub-humana. O próprio presidente de Honduras contou que a violência porporcionada por grupos criminosos e organizados nas Honduras e a miséria são o que levaram a caravana de imigração a esse patamar, que de tão grande recebeu o apelido de Marcha dos Imigrantes.

Família inteiras preferem o sofrimento de andar por mais de 480 quilômetros, a pé de San Pedro Sula para enfrentar os cordões policiais (como os de Tecún Umán) no posto fronteiriço entre a Guatemala e o México. Mais de 2000 pessoas comportam o número impressionante de refugiados e eles querem apenas sobreviver.

De acordo com a ONU, o número de pessoas que tem imigrado desde o ano 2000 não decresceu; pelo contrário! Aumenta mais e mais. Em 2017, o número de refugiados e imigrantes é de quase 260 milhões. Um aumento de 49% em relação ao ano 2000.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Todos os imigrantes procuram um lugar onde possam viver melhor e com dignidade e por isso, 2/3 de todos eles se concentra em apenas 20 países. Os Estados Unidos estão em 1º lugar com 50 milhões de migrantes, Rússia, Alemanha e Arábia Saudita recebem receberam cerca de 12 milhões (cada) e o Reino Unido é o 5º mais procurado com nove milhões de imigrantes.

O Brasil está fora dessa lista, mas na América Latina, é o país campeão em recebimentos de pedidos de refúgio. Especialmente de venezuelanos e haitianos. Por ter um papel fundamental, uma liderança regional (no Continente Sulamericano) e principalmente por termos uma das melhores políticas públicas de acolhimento aos imigrantes e refugiados.

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