Negligência médica: casal alerta outros pais após filho de 2 anos morrer por erro médico ao tratar tosse por virose comum

Família & Crianças

November 12, 2018 22:25 By Fabiosa

Um casal americano está devastado depois do filho deles, de apenas dois anos, morrer inesperadamente por um erro médico. Segundo os dois relataram ao Daily Mailo pequeno Arlo começou a ter uma tosse frequente que logo gerou vômitos e uma temperatura alta. Por isso, decidiram levá-lo ao médico, que disse que o menino estava com algum vírus simples e o medicou com antibióticos. 

Só que, mesmo voltando para casa, ele não melhorou e logo começou a ter outros sintomas. Diante disso, os pais o levaram para outros dois especialistas, que confirmaram o primeiro diagnóstico médico. Menos de 48 horas depois, Arlo voltou a passar mal e, dessa vez, foi internado em estado grave. 

Foi só então que os médicos fizeram mais exames e descobriram que o que acharam ser somente uma virose era, na verdade, uma mutação genética conhecida como deficiência de LPIN1. Como resultado dessa demora em conseguir um diagnóstico correto, o caso do menino tornou-se grave e ele ficou em estado vegetativo, obrigando os pais a optarem por desligar os aparelhos. 

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"Foi a única opção. O cérebro dele estava inchado. Ele estava quase irreconhecível. Passamos algumas horas cantando para ele, abraçando-o e falando com ele antes que os aparelhos fossem desligados", contou a mãe dele, Kate Upton ao Daily Mail. 

Mesmo com a dor que sentiram ao perder o filho, o casal resolveu conscientizar outros pais sobre a importância de procurar um médico ao menor sinal de doença com as crianças. Além disso, eles recomendam que se procurem especialistas confiáveis. 

Mortes por erro médico 

Claro que ninguém espera que isso vá acontecer com você ou alguém da família, mas esse acontecimento pode estar muito mais perto do que você imagina. De acordo com um levantamento feito Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a cada cinco minutos, três pessoas morrem vítimas de erros médicos no Brasil, seja em hospitais públicos ou privados.

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Isso faz com que essa seja a segunda causa de morte mais comum, atrás apenas dos acidentes cardiovasculares. Além da morte, existem outros problemas causados pela falta de um diagnóstico preciso, como sequelas e infecções hospitalares. 

O que fazer?

Entender se um paciente foi vítima de erro médico é relativamente fácil, pois esse assunto consta, inclusive, no Código de Ética de Medicina. O artigo .34 diz o seguinte: 

"Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal”.

Em parte, muitos acreditam que isso aconteça pelo pouco tempo de consulta, que muitas vezes não permite que um médico examine o paciente adequadamente ou ouça com clareza o relato dele. 

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Diante disso, é possível que o paciente ou a família entrem com uma ação. O primeiro passo é fazer uma denúnia ao Conselho Federal de Medicina, que vai investigar a conduta do médico e do hospital e, se confirmado negligência, o profissional pode perder o direito de exercer a profissão. 

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Além disso, é sempre importante buscar profissionais de confiança e se certificar de que todos tenham um ótimo tratamento. Por isso, denúncias de conduta inadequada por parte de médicos ou mesmo falta de estruturas no hospital são essenciais nesse processo. 

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