Evolução! Esse casal de lésbicas fez a gestação de uma

FAMÍLIA & CRIANÇAS

Evolução! Esse casal de lésbicas fez a gestação de uma criança pela primeira vez na história!

Date 5 de novembro de 2018

As americanas Ashleigh Coulter, de 28 anos, e Bliss Coulter, 36 quebraram as barreiras da maternidade ao gestar o primeiro bebê com uma fertilização in vitro nova. Com a ajuda de um casal de especialistas no ramo, o casal de lésbicas fez o impossivel ser possível. Como tudo isso aconteceu, é o que vamos te contar agora! 

As duas estão juntas há seis anos e logo se casaram. Mas mesmo com a felicidade da nova vida, o casal sentia falta de uma coisa: a experiência da maternidade. 

"Obviamente, sendo duas mulheres, pensamos: 'Como podemos fazer isso acontecer?'", contou Ashleigh em entrevista ao USA Today. "Sentimos que tinha que haver um caminho", acrescentou.

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O que elas pensaram mesmo era em encontrar um doador de esperma, mas não podiam imaginar que um casal de especialistas bem perto tinha uma ideia bem diferente disso. 

Kathy e Kevin Doody trabalham na clínica Care Fertility, em Bedford (Texas) e decidiram testar uma fertilização inovadora e sem ajuda de uma incubadora que deu a possibilidade de Ashleigh e Bliss serem mães. 

"Estávamos apenas conversando uma noite em casa e eu disse: 'Você sabe, acho que poderíamos usar isso para um casal do mesmo sexo'", recordou Kathy ao site. "E Kevin disse: 'Acho que você está certo. Acho que poderíamos'". 

Como funciona?

Uma fertilização in vitro tradicional funciona da seguinte forma: uma grande quantidade de espermatozóides são colocadas ao lado de cada ovócito e mantidos em ambiente laboratorial. Assim, especialistas podem separar os pré-embriões que estão em melhores condições e, depois de um período de cinco dias, tranferí-los para o útero. 

No processo dos médicos Doody, a coisa funcionou diferente. logo após a retirada do óvulo, um dispositivo foi colocado no corpo de Bliss por cinco dias. Ele acompanhou a formação do embrião. Ou seja, o próprio corpo dela funcionou como uma incubadora. 

Nesse meio tempo, os médicos avaliaram também o útero de Ashleigh e, assim que o embrião começou a se formar, transferiram para ele. "Ela conseguiu carregá-lo por cinco dias, na formação e eu o carreguei por nove meses. Isso fez com que fosse especial para nós duas", resumiu a nova mãe durante a entrevista. 

O melhor de tudo é que o procedimento ficou ainda mais barato que uma fertilização in vitro normal. Isso porque a maior parte do dinheiro investido nessa vem do preço da incubadora, que gira em torno de 15 a 20 mil dólares. 

Sem isso, as duas pagaram cerca de 8 mil dólares (R$ 29,6 mil). O casal ainda tem dois embriões congelados, que podem ser usados em um novo procedimento. Da próxima vez, quem sabe, Bliss pode carregar a criança por nove meses. 

"Acho que isso abre novos caminhos, novas escolhas para casais do mesmo sexo", disse Kathy.

Desde as duas, outro casal do mesmo sexo também escolheu essa fertilização in vitro na mesma clínica e tiveram uma filha perfeita e saudável. 

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