Unidos contra o bullying! Primos passam batom para apoiar ga

Unidos contra o bullying! Primos passam batom para apoiar garoto indiano que gosta de "coisas de menina"

Família & Crianças

June 27, 2018 14:06 By Fabiosa

Ser um menino com traços femininos não é fácil, muito menos em países super conservadores como a Índia. Essa é a realidade do garoto de 9 anos sobre o qual falaremos a seguir.

Quem tornou essa história conhecida foi a prima dele, Diksha Bijlani, que é formada em Psicologia e usou o exemplo do primo para falar sobre o bullying sofrido por garotos que gostam do que é visto como “coisas de menina”.

"Meu primo, 9 anos, é o mais “afeminado” da casa. Vamos chamá-lo de Little Cuz. Adora pintar as unhas, usar batom e aprender a cuidar da casa, disse a indiana no Twitter. Mas nesta família estereotipada de macho alfa, ele é, muitas vezes, o pivôs das piadas. Hoje, ele usou batom e foi chamado de chakka (termo usado para se referir a transgêneros)", disse a indiana no Twitter.

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Em entrevista ao Metro, Diksha relatou o episódio que aconteceu com seu primo e a incentivou a fazer esse post: “Eu acordei de manhã e minha tia estava se preparando para sair. Ela estava com esse pequeno batom e quando ele viu, pediu à ela. Ela então deu de presente para ele e ele, imediatamente, colocou nos lábios"

Em seguida, ela contou que alguém da sua família chamou o garoto de chakka (transgênero) e começou a provocá-lo. Mesmo sem entender o que isso significava, Little Cuz correu para debaixo da cama e pressionou os lábios, para esconder que estava usando batom, com medo de que todos estivessem bravos com ele.

Para ajudar o pequeno a se sentir confortável e aceito, ela e seu irmão de 21 anos passaram batom, chamaram Little Cuz para que ele saísse debaixo da cama e disseram: "olha, estamos usando batom também". E foi só aí que o garoto teve coragem de sair, sorriu e, ao vê-los tirando fotos e sendo aplaudidos pelos outros primos, decidiu se juntar a eles e começou a posar também.

No fim de seu depoimento, Diksha chama atenção para a importância de acolher os pequenos, fornecendo a cada criança um espaço seguro para abraçar seu lugar no espector de gênero.

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