Sinceridade ou preconceito? Empresas demitem funcionários por comentários que repercutiram negativamente na internet

INSPIRAÇÃO

Sinceridade ou preconceito? Empresas demitem funcionários por comentários que repercutiram negativamente na internet

Date October 10, 2018 18:02

Liberdade de expressão existe? Claro que sim! Só que algumas pessoas acabam levando esse conceito tão ao pé da letra que se sentem no direito de ofender outras pessoas de acordo com suas cor, credo ou mesmo pelo lugar onde ela nasceu.

Não precisa de muita força para entendermos o quanto isso é errado, mas tem gente que paga um preço bem alto pela liberdade de sair por aí dizendo o que bem entende. Exemplo disso são as várias notícias que encontramos de pessoas demitidas de seus empregos depois de se envolverem em polêmicas e serem denunciadas na internet.

Xenofobia

As eleições presidenciais podem acabar deixando algumas pessoas realmente fora de si. E foi isso que o publicitário José Boralli alegou depois de ter uma enorme repercussão negativa em um post que escreveu logo após a confirmação de que o segundo turno estava entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

“Nordeste vota em peso no PT. Depois vem pro Sul e Sudeste procurar emprego”, escreveu em seu Instagram.

Além do post ser considerado uma manifestação xenofóbica, Boralli aparentemente se esqueceu de que seus DOIS chefes eram baianos. Deu ruim ou claro?

Ele até fez outro post pedindo desculpas, mas o estrago já estava feito. A empresa na qual ele era diretor da unidade de negócios divulgou uma nota dizendo que tomaria “medidas cabíveis” contra o funcionário.

Até mesmo uma professora de uma escola pública do Rio de Janeiro foi demitida depois de postar comentários xenofóbicos contra nordestinos em seu perfil no Twitter.

“Por isso tem que separar Norte e Sul. Se f*** esses nordestinos alienados. Fiquem com os presidentes comunistas perfeitos de vocês”, escreveu.

Uma jornalista encontrou os tweets e fez a denúncia ao Ministério Público Federal.

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ: Raul Gil racista e xenofóbico? Será mesmo?

Racismo

Um executivo da Netflix também acabou perdendo o emprego depois de usar por mais de uma vez o termo ‘nigger’, para se referir a pessoas negras dentro do local de trabalho.

O termo já foi considerado muito racista, mas hoje em dia é usado por rappers em canções de hip hop (mas nunca por cantores brancos).

Após a demissão, Reed Hastings escreveu uma carta se desculpando pelo ato.

"Eu deveria ter usado o ocorrido como um momento de aprendizado para todos na Netflix sobre o quão dolorosa e feia é essa palavra, que jamais deve ser usada. Eu percebo que meu privilégio me fez intelectualizar ou até mesmo minimizar questões raciais como essa”, declarou.

Misoginia

Milton Vavassori Junior trabalhava na Promarc Technology Corporation, na Flórida (EUA), mas acabou sendo demitido depois de um comentário atravessado e misógino.

Em resposta a outra usuária do Twitter, que fazia uma crítica ao machismo, ele disse o seguinte: “Saudades da época em que as mulheres davam a b***** e não opinião”.

A moça denunciou o tweet imediatamente e Milton, que trabalhava como executivo na empresa foi demitido.

O mesmo aconteceu com um funcionário da Latam que protagonizou um vídeo que chocou o Brasil e o mundo durante a Copa do Mundo 2018. Felipe Wilson e outros amigos aparecem nas imagens gravadas por um deles pedindo a uma russa que repita termos ofensivos em português.

Quando o vídeo repercutiu, a Latam emitiu um comunicado informando a demissão do funcionário.

Claro que essas atitudes podem ter sido tomadas no calor do momento, mas as empresas consideram que é impossível associar suas imagens a pessoas com essas posturas preconceituosas. E você, o que acha?

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ: Vítima do preconceito da própria mãe, jovem gay faz desabafo emocionante: "Me sinto tão sozinho"