Esse catador de lixo acredita tanto no poder da educação que - apesar de quase não ter nada pra ele - tirou um pouco dos seus rendimentos para levantar uma escola em sua comunidade

INSPIRAÇÃO

Esse catador de lixo acredita tanto no poder da educação que - apesar de quase não ter nada pra ele - tirou um pouco dos seus rendimentos para levantar uma escola em sua comunidade

Date October 22, 2018 19:02

Muita gente sonha em ajudar o próximo de alguma maneira. Mas são poucas as que realmente tem coragem de tirar dinheiro do próprio bolso para comprar comida, roupas ou até utensílios para quem não conhece.

Se você ganha salário mínimo, por exemplo, R$ 100 fazem muita falta no final do mês, mas se for um artista consagrado pode ganhar 50 vezes mais em um só evento, e aí a grana não vai acabar sendo tão importante assim. Pagando as contas e cuidando das finanças direitinho, dá para ajudar um tantão de gente, não é?

Mas esta não é uma história de alguém com muito dinheiro que simplesmente aplicou um pouquinho em causas sociais. Pelo contrário, é a trajetória de um homem simples e humilde que ajudou uma comunidade com o suor do próprio trabalho.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Seu Sebastião é catador e há mais de 24 anos percorre as ruas Olinda, Pernambuco, com uma carroça a tiracolo recolhendo todo tipo de material reciclável que puder encontrar. Por mês, recolhe uma média de 45 a 50 sacos de lixo dos manguezais pernambucanos, uma média de 80 a 100 quilos.

Foi com o dinheiro desse trabalho que ele conseguiu criar os sete filhos. Mas a história de seu Sebastião é bem mais que isso. Ele perdeu a mãe aos quatro anos de idade e teve que começar a trabalhar desde cedo para não passar dificuldades. Com isso, acabou deixando os estudos para trás.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Mesmo humilde e sem muita instrução, fez questão que todos os filhos estudassem e teve o mesmo olhar com a comunidade onde vive.

Com o pouco dinheiro que cobrava, ergueu uma escola no local, chamada Nova Esperança. A ideia era incentivar as crianças a estudarem. E deu certo! O pequeno espaço é hoje refúgio para 75 crianças que têm entre 2 e 6 anos. Os pais contribuem com uma taxa de apenas R$ 25 por mês, que ajuda a pagar os salários das três professoras.

Sua solidariedade vai ainda mais além. De acordo com os vizinhos, seu Sebastião também se empenha em construir barracos para famílias que não têm onde morar.

“Sebastião ajuda a comunidade como pode, sem poder. Com doações, fazendo casas, ajudando com barracos, com telha, com fio. Ele para mim é mesmo que ser um pai”, contou uma manicure amiga do catador ao Razões para acreditar.

Outro gari que tem pouco para receber, mas muito para dar é Ivanildo Dias de Souza. Criado em Salvador, Bahia, por uma mãe solteira, ele cresceu em meio às dificuldades e viu a mãe se sacudir para conseguir equilibrar as contas direitinho. Do salário dela, não sobrava nem dinheiro para balas.

Por isso, quando se mudou para São Paulo, mesmo sem poder fazer grandes ações, ele começou a pensar em uma maneira de ajudar as crianças carentes. “Daí coloquei na minha cabeça de fazer uma festa para essa molecada.", contou em entrevista a UOL.

Foi na capital paulista que encontrou sua grande paixão, a corrida. São 10 km correndo atrás do caminhão e recolhendo o lixo por dia, mais 20 km praticando realmente. E tem dado resultado: só em 2018, ele já ganhou 44 troféus.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Além disso, com as boas colocações em outras competições, acabou conquistando alguns patrocinadores, o que lhe dá dinheiro suficiente para ajudar a garotada que tanto queria.

Só que Ivanildo uniu o útil ao agradável e acabou pensando numa forma bem legal de fazer isso: criou uma corrida de rua para incentivar crianças a praticarem o esporte desde cedo e, quem sabe, se tornarem profissionais.

Por ano, desembolsa R$ 9 mil para o projeto. O dinheiro vem direto dos patrocinadores. 

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