3 cadeirantes que realizaram sonhos e mostraram que a força que nos move não está nas pernas

Eu aceitei o meu corpo. Aceitação não é conformismo, é acolhimento. Me aceitar é me amar, é ser o melhor que eu posso com tudo o que eu tenho. O que me move está na minha cabeça, está no meu coração

Essa é só uma amostra do aprendizado que Carolina Ignarra tem para compartilhar após a reviravolta que viveu. Recém-formada em Educação Física, ela trabalhava bastante e costumava sair para dançar forró depois do expediente. Foi exatamente quando a professora estava a caminho de uma dessas noites de dança que sua moto colidiu contra um carro.

Ela sofreu uma lesão na medula que lhe deixou sem o movimentos das pernas e inconsciente por quatro dias. Quando acordou, a primeira coisa que a sobrevivente perguntou ao médico foi “eu posso ser mãe”?. Após receber uma resposta positiva, Carol garantiu: "se uma paraplégica pode ter filho, eu vou ter filho"

O marido também já estava garantido, há muito tempo, vale dizer, ela só não sabia disso ainda. Enquanto se adaptava a sua nova condição de vida, Carol ficava mais unida a seus pais e irmãs, mas não foi só da família que ela se aproximou durante esse tempo. Dos amigos, também. Um deles era Luís Carlos, o futuro pai de sua filha.

"Mesmo com um corpo diferente, quando um homem e uma mulher se desejam, as coisas se encaixam e fluem", afirmou ela. Dessa paixão, veio o casamento. No primeiro mês de tentativa, Carol engravidou. A realização de seu grande sonho já está bem grandinha e tem nome: Clara.

Quanto à vida profissional, Carol também está muito bem resolvida. Enquanto dava aula, ela recebia muitas propostas de trabalho, mas que não era compatíveis a seu perfil. Foi depois de perceber a falta de informação por parte das empresas sobre a lei de cotas que Carolina decidiu ser consultora. Hoje, ela capacita e encaminha cerca de 100 pessoas com deficiência física ao mercado de trabalho.

"O meu trabalho é um conforto para a minha condição nessa vida, faz eu entender por que eu sou cadeirante, me dá um sentido para tudo isso", concluiu Carol.

Você pode conhecer mais dessa história no vídeo a seguir:

Rodrigo Siqueira

“Minha cabeça é minha cura”, disse o médico nutrólogo Rodrigo Siqueira, que assim como Carolina, ficou sem andar, mas continuou se movendo em direção a seus sonhos.

O pernambucano sofreu o acidente após uma festa realizada na casa de praia da família. Ele não quis esperar a chegada do marinheiro e resolveu pular de onde estava para o mar nadando, só que a maré estava baixa, com apenas dois palmos de água. Rodrigo fraturou cinco costelas, a sexta e a sétima vértebra torácica, o que o deixou sem o movimento dos membros inferiores.

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Sempre apoiado pela família, o médico seguiu sua vida após o acidente. Ele não só voltou a trabalhar e a dirigir, como retomou a prática do esporte: andar de jet ski, de lancha…

Apesar de ter se adaptado logo ao novo corpo e viver muito bem, a esperança da cura é inegável. Voltar a andar é um de seus grandes sonhos, o outro, ele realizou recentemente: participar da 30ª Refeno (Regata Recife-Fernando de Noronha), a famosa travessia a bordo da embarcação Toro, que levou cerca de 45 horas para chegar ao arquipélago. De quebra, Rodrigo ainda aproveitou para pescar durante o trajeto.

Éverton Braghirolli 

Depois de ficar paraplégico ao ser baleado em um assalto, o desenvolvedor de software Éverton Braghirolli passou a aproveitar muito mais o tempo que tem por aqui. "Depois que eu descobri que amanhã pode ser meu último dia, realmente as coisas mudam", disse ele.

Hoje, o jovem adora desafios. O mais radical deles (pelo menos até agora) ele já enfrentou: Éverton saltou de bung jump na Serra Gaúcha, de uma altura equivalente a um prédio de 20 andares, 65 metros. Se deu medo? Claro! Mas ele foi com medo mesmo. Quer conferir como foi esse momento? É só assistir a este vídeo aqui:

Fonte: R7, Folha Pe , SBT Jornalismo / YouTube

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