Como cachorros treinados podem melhorar a experiência de cr

INSPIRAÇÃO

Como cachorros treinados podem melhorar a experiência de crianças autistas no dentista

Date August 2, 2018 20:06

Ir ao dentista é um pesadelo para muita gente, especialmente para crianças. No entanto, aquelas com alguma limitação ou deficiência podem ter ainda mais problemas durante uma simples consulta. Esse é o caso das crianças dentro do espectro autista, que sofrem com os estímulos e sensações quando vão tratar dos dentes. 

Lemusique / Shutterstock.com

Até então, muitos especialistas recorriam à anestesia para conseguir acalmar os pacientes mais nervosos e concluir os procedimentos. Mas, felizmente, um publicitário e adestrador de cães chileno Raul Varela Vial criou uma solução bem criativa para resolver o problema: permitir a entrada de cachorros treinados no consultório durante o período.

A ideia surgiu porque o próprio Raul é pai de um menino autista e tinha muita dificuldade para levar o filho às consultas. "Vi o efeito que um cão teve para acalmá-lo [filho] durante um corte de cabelo e decidi pesquisar mais sobre o tema e sua aplicação em consultórios dentários", contou. 

Assim, o publictário criou o projeto ONG Junto a Ti, que foi responsável pelo adestramento cinco fêmeas que já participam de 90 atendimentos odontológicos, ajudando a acalmar crianças autistas e com Síndrome de Down. 

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De acordo com ele, durante o treinamento, os animais são condicionados para aceitar bem algumas situações e entendem bem seu papel durante o processo: 

"As cachorras resistem aos gritos do paciente, barulho da broca e às constantes puxadas de orelha e de pelo. Tudo para que a criança fique mais tranquila", detalha.

O mesmo método é usado pelo dentistas norte-americano Paul Weiss, que em 2012 contratou uma assistente bem diferente: a cadela da raça Golden-Retriever, Brooke. O animal tem até avental para a hora de entrar em cena! 

Outra clínica nos EUA também aderiu à moda e contratou Jo Jo, uma cadela da mesma raça que Brooke e que já sabe bem como acalmar aqueles que precisam. Em 2012, ela ajudou crianças que presenciaram um tiroteio numa escola americana a se recuperar do trauma. 

A iniciativa é excelente, né? Mas já recebeu críticas por causa da "falta de higiene" que isso pode causar. Raul rebate as mensagens que recebe informando que firmou parceria com a Universidade de Los Andes, em Santiago, no Chile, para desenvolver protocolos operacionais e de saúde.​​ ​​​​"Não podemos agradar todo mundo. Desta forma, as críticas vão acontecer em todo momento", afirma.

 

E aí, acha que pode funcionar? 

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