Puro preconceito! Mulher chama polícia para prender homem negro por estar com duas crianças brancas!

INSPIRAÇÃO

Puro preconceito! Mulher chama polícia para prender homem negro por estar com duas crianças brancas!

Date October 12, 2018 19:24

O ano é 2018 e ainda temos que lidar com o preconceito, a discriminação, o racismo. Isso, mesmo! O ambiente de divisão que vivemos hoje em dia só prejudica ainda mais esse cenário, mas nós sabemos bem que esse tipo de coisa já acontece bem antes das pessoas estarem polarizadas. Tudo parece ter apenas piorado um pouco mais. Tanto, que chegamos a um absurdo de chamarem a polícia quando viram um homem cuidando de duas crianças. Ele virou suspeito das pessoas porque ele é negro e as crianças brancas.

Corey Lewis estava almoçando em um restaurante fast food, enquanto fazia o seu serviço de babá, como faz tradicionalmente aos domingos. Então, uma mulher branca começou a segui-lo, aliás: persegui-lo. Não satisfeita, ela chamou a polícia porque Lewis era negro e as crianças com ele eram brancas.

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No entanto, Lewys é criador de um programa de tutoria para jovens na Georgia (EUA). No dia em questão, ele cuidava da crianças de David Parker e Dana Mango (uma menina e seu irmãozinho mais novo). A mulher foi até o carro dele, onde estava a garotinha (que já tinha terminado de comer e aguardava o menininho) para perguntá-lo "se as crianças estavam bem".

"Fiquei surpreso e respondi: 'Por que eles não estariam?'", disse à mulher. "Ela me disse que 'parecia estranho', e eu disse: 'Eles estão bem'."

A mulher saiu, andou pelo estacionamento, circulou o carro, voltou e perguntou se a garota poderia sair do carro para que ela perguntasse se a menina o conhecia.  "E eu disse não. Aí, ela ficou transtornada e ameaçou arrancar minha placa e chamar a polícia. Eu disse que tudo bem e ela foi embora."

Enquanto isso, o garoto terminava seu sanduíche do lado de fora. Pouco tempo depois, ele acabou seu lanche e entrou no carro. Lewis e as duas crianças atravessaram a rua para compra gasolina. E o tutor não acreditou quando viu que a mesma mulher estava seguindo seu carro e estacionou nas proximidades.

Ele não aguentou e decidiu transmitir o vídeo do racismo sofrido ao vivo no Facebook: 

 

Indignado, ele disse: 

"Estamos em 2018 e ainda tenho que lidar com esse tipo de coisa. Eu não posso sair com duas crianças que não se parecem comigo sem que isso seja estranho".

E ela continuou o seguindo:

Esse desabafo é de um homem negro, mas deixa todos nós completamente indignados! E não é o único caso! Esse aconteceu no Brasil, no bairro nobre da zona sul de São Paulo chamado Vila Nova Conceição, . 

David Zambelli Jr. é profissional formado em Relações Internacionais e estava numa lanchonete fast food quando sofreu um episódio de racismo. Ele compartilhou no Facebook a nota fiscal que recebeu do atendente, que o identificou como "macaco" no campo cliente.

"Racismo é crime, fui chamado de 'macaco'. O preconceito racial é uma 'doença' que deve ser eliminada da sociedade brasileira. É inadmissível que em pleno século XXI, em 2018, ainda possa acontecer esse tipo de atitude racista"

- escreveu Zambelli.

É possível (e preciso!) denunciar crimes de discriminação racial pela internet.  

No Brasil o crime de racismo passou a ser imprescritível e inafiançável a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, posteriormente houve mudança também no código penal, em 1989 promulgou-se a Lei 7.716/89, que trata dos crime se racismo e discriminação racial, bem como a introdução do parágrafo 3º no artigo 140 do Código penal, com a figura da “injuria qualificada”.

A própria Policia Federal pede que a população não deixe passar crimes de ódio. Qualquer tipo de intolerância ou preconceito (homofobia, xenofobia, antissemitismo, racismo). O órgão disponibiliza um canal de denúncias pelo e-mail denuncia.ddh@dpf.gov.br. 

Mas também temos o Disque Racismo (de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, nos sábados, domingos e feriados, das 8.00 às 18.00) : As vitimas podem ligar para o numero 156 (opção7) .

E se encaminhar para um delegacia da área.

Fonte: Geledes, Correio Braziliense, Corey Lewis / Facebook

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