"Protegidas do mundo": como é a vida das mulheres que se entregam à clausura em nome de Deus

Para muita gente viver isolado do mundo e sem contato sequer com amigos e parentes é algo inimaginável e comparável a uma espécie de prisão, certo?

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Pois saiba você que muitas freiras no Brasil optam por essa vida de reclusão por livre e espontânea vontade. São as freiras enclausuradas que, segundo a Conferência dos Religiosos do Brasil, vivem em 260 casas de monjas contemplativas espalhadas pelo país.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Em geral, as freiras que escolhem viver na clausura têm uma vida bastante regrada e simples. Acordam por volta das 4h30 da manhã e seguem uma rotina de devoção a Deus que remonta o século 16.

Sem quase nenhum contato com pessoas de fora do claustro, em muitas ordens as freiras só podem sair para consultas médicas, para votar ou para o funeral dos pais.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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As monjas passam a maior parte do tempo em suas celas - sim, as habitações onde domem são chamada assim: são quartos simples, onde costumam ter apenas uma escrivaninha, uma cama e alguns  objetos pessoais.

Alguns poucos mosteiros têm um aparelho de TV e permitem o uso de um computador e um celular com WhatsApp compartilhados entre todas as freiras.O uso é feito com parcimônia para marcar consultas médicas ou trocar poucas palavras com a família.

A vida de devoção e reclusão, que para muitos pode parecer um verdadeiro martírio, para elas é vista como um chamado de Deus.

"Deixei a família em Guaratinguetá (interior do estado de São Paulo) e a faculdade de enfermagem para me dedicar à Jesus e à Virgem Maria", explicou a irmã Cassia Maria da Santíssima Trindade, que vive no Monastério da Luz, no centro de São Paulo, em entrevista ao Universa.

Para ela, assim como para muitas das outras freiras que vivem enclausuradas, a verdadeira liberdade só foi alcançada com a reclusão. “A minha liberdade só começou aqui dentro”, contou a noviça Maria Verônica da Ordem das Carmelitas Descalças, em entrevista ao Metrópoles.

O contra ponto

Enquanto muitas freiras escolhem a vida no claustro para se dedicarem à Deus 24 horas por dia, alguns grupos de monjas dão o que falar nas redes sociais.

É o caso das irmãs da missão de St. Paul, que possui sedes nos Estados Unidos e no Canadá. Elas se auto dominam as #MediaNuns, ou "irmãs da mídia", em tradução livre, e usam e abusam das redes sociais para mostrar suas rotinas nos conventos e espalhar a palavra de Deus pela internet.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Com perfis em todas as redes sociais, as freiras já possuem milhares de seguidores no Instagram, facebook e Twitter.

De acordo com o grupo, até alguns santos e apóstolos utilizariam a tecnologia para disseminar suas palavras se essas modernidades existissem em suas épocas.

A posição das #MediaNuns pode parecer um exagero, mas afinal de contas, se o Padre Fábio de Melo pode, por que elas não?

E você? O que acha da reclusão das monjas do Brasil como forma de se dedicar a Deus ou das freiras conectadas ao mundo virtual do hemisfério norte? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esses modos de vida das freiaras com seus amigos e familiares.

Fonte: Universa, Metrópoles

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