Quer viver mais? O segredo para a longevidade é brasileiro e mais fácil do que você imagina.

Mais um segredo da longevidade humana parece ter sido revelado. A surpresa se dá pela simplicidade de uma dieta comum e natural, vinda de uma região economicamente não muito rica do mundo. 

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Não é segredo para ninguém que a região amazônica ostenta uma vegetação rica e de grande importância para o planeta. Mas o que se comprovou agora é que a alimentação de comunidades originárias desta parte do Brasil contribui para uma saúde que eleva o tempo de vida de sua população. 

Com isto, surgiu uma comparação significativa entre países desenvolvidos e a forma que seus governantes induzem suas populações ao consumo alimentar. 

Em 2015, o governo dos Estados Unidos divulgou um relatório de diretrizes alimentares usado como base para médicos e nutricionistas orientarem seus pacientes em território americano. 

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Este guia é usado também como base para garantir a alimentação nas escolas do país e sai de cinco em cinco anos. 

O grande problema é que muitas vezes este painel de informações complica a população americana, pois adota uma abordagem que acaba enfatizando a relação da comida com a obesidade. 

Por outro lado, o Brasil segue na contramão desta escolha. O governo brasileiro incentiva seus cidadãos a cozinhar o próprio alimento integral, além de criticar as práticas de marketing sedutoras das grandes empresas de alimentos. 

Diversas propagandas infantis induzindo o consumo de fast foods e alimentos processados já foram banidas no país e tudo isso já rendeu elogios de críticos renomados, como Marion Nestle e Yoni Freedhoff. 

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O grande contraste entre a alimentação dos países é que, enquanto o Brasil incentiva sua população a ver a comida como uma parte natural do contexto social, os americanos são induzidos a dividir a comida em grupos, considerando alguns alimentos como inimigos e outros como bons, quando na verdade não é muito bem explicado a funcionalidade desta afirmação. 

Outro problema é a cartilha insistir em dizer que o que serve para a alimentação de uma pessoa pode não servir para outra, o que, em suma, não é totalmente uma verdade, confundindo e limitando ainda mais os profissionais da saúde e toda a população em geral. 

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O guia alimentar criado pelo governo brasileiro diz que o melhor é sempre optar por alimentos integrais e de origens vegetal, pois além de bons para a saúde ainda contribuem para um sistema alimentar ambientalmente sustentáveis. 

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No caso das comidas industrializadas, o governo do país latino-americano diz que se deve evitá-las e ainda mostra as consequências de incluir tudo que é processado demais na dieta. 

Não é à toa que muitos estudos indicam que a comida da região amazônica contribui para a longevidade humana. 

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O geriatra Euler Ribeiro realizou uma pesquisa por mais de dois anos para chegar à conclusão que a dieta da população ribeirinha pode elevar os anos de vida de um ser humano. 

Na verdade, a média de longevidade da região é 1% acima da média nacional. Mas isso parece ter uma explicação e, segundo o médico, ele mesmo vai viver até os 100 anos, pois come assim como os locais. 

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Alimentos encontrados no Amazonas, como frutas regionais, peixes dos rios e derivados da mandioca são a base da alimentação naquela parte do Brasil.  

Castanhas, açaí, cubiu (fruto da família do tomate) e guaraná fazem parte da rotina alimentar dos habitantes da região amazônica e ajudam a proteger o sistema imunológico, além de evitar a concentração de açúcar no sangue (o que combate a diabetes). 

Os habitantes desta região também são muito ativos fisicamente. Todos caminham, costumam nadar e ter uma rotina de atividades na qual movimentam bastante o corpo. Os especialistas acreditam que este conjunto de fatores é determinante para a longevidade alcançada por muitos brasileiros. 

É irônico que, em um mundo onde a saúde é cada vez mais cara, uma alimentação simples e natural seja a fonte para uma longa vida, mas esta parece ser a verdade.

Fonte: VOX, IG

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