Por que o Mal de Alzheimer é mais frequente em mulheres do

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Por que o Mal de Alzheimer é mais frequente em mulheres do que nos homens?

Date July 26, 2018 22:27

Há muitos mistérios acerca de uma doença que afeta geralmente os idosos e não é tão conhecida popularmente como tantas outras.

Nem todo mundo sabe o porquê, mas tem sido visto que as mulheres são mais propensas a sofrer do mal de Alzheimer que os homens. 


Os números são bastante claros e mostram que é uma doença que tem afinidade maior por elas e para tentar lançar um pouco mais de luz sobre uma patologia bastante sombria, há muito a se descobrir sobre este problema cada vez mais comum na população de idosos. 

 

 A associação de Alzheimer Americana publicou em 2010 um relatório que mostrava claramente a tendência do sexo feminino ao desequilíbrio da patologia.

Só nos EUA estima-se que existam 5 milhões de pessoas afetadas pela doença, dentre elas 3,2 são mulheres, ou seja depois dos 60 anos, um em cada onze homens desenvolverão o mal de Alzheimer, enquanto para as mulheres este número é ainda maior, uma a cada seis.  

Já se sabe que mulheres com 60 anos ou mais têm duas vezes mais chances de desenvolver o mal de Alzheimer do que o câncer de mama. 

 

Por que as mulheres sofrem mais que os homens? 

Na época da pesquisa, ao conhecer os dados e sem saber ao certo a explicação mais lógica, concluiu-se que esse fenômeno seria devido a longevidade das mulheres. Elas têm uma expectativa de vida mais longa, vivem mais e como a doença de Alzheimer está muito ligada à idade avançada, considerou-se lógico que houvesse mais mulheres do que homens com a doença, ou seja, uma vez que se tenha mais mulheres do que homens na terceira idade (quando a doença de Alzheimer é muito mais frequente), há então mais mulheres com a doença. 

Entretanto, pesquisas recentes já concluíram que os genes que promovem o maior risco de desenvolver o mal de Alzheimer são os da família ApoE, eles codificam a produção de uma apolipoteína, que parece ser o meio físico onde armazenamos nossa memória. 

 

 

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Mutações em nossos antepassados provocam o aparecimento de quatro tipos de genes, um deles o ApoE-e4, está mais associado a doença em cerca de 25%. Quem herda este gene tem alto risco de desenvolver o mal de Alzheimer e se a herança vier dos dois progenitores o risco dobra de tamanho. 

Pensando nisso uma Britânica de 27 anos deu uma entrevista ao portal da BBC, abrindo seu coração sobre o convívio que tem com este problema que um dia chegará em sua vida. 

Jayde Green, descobriu através de um teste genético que possui em seu DNA, a mesma mutação que fez seu pai apresentar os primeiros sintomas da patologia aos 42 anos de idade. Ela era apenas uma criança de 12 anos quando seu falecido pai começou a manifestar a doença, eles moravam sozinhos e a jovem sentiu na pele os efeitos devastadores causados por esta demência.  

Quando Jayde estava com 14 anos seu pai já não se lembrava de mais nada e então a adolescente precisou ir morar com os avós. Para ela que viu de perto o sofrimento na família e cresceu com este medo, as pesquisas mostram que apenas 5% dos casos de contrair a doença se dá por vias hereditárias, mas Green já está se preparando mesmo sendo tão jovem. 


A britânica confessou que não se importava tanto, mas quando engravidou de seu primeiro e até então único filho, começou a se preocupar de fato nas consequências de possuir este gene, já que seu pai e o irmão dele, apresentaram os sintomas tão precocemente. 

Após o nascimento de seu filho; Freddy, que tem apenas 1 ano de vida, Jayde resolveu se preparar, todos os dias ela faz anotações para o futuro e confessou sentir medo de perder algo no crescimento do pequeno, lamentando que provavelmente em algum momento surgirá os efeitos em sua memória. 

 

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Mesmo sabendo que seu pequeno filho também tem cerca de 50% de chances de desenvolver o mal, a britânica segue confiante, e realiza uma bateria de testes clínicos periódicos, para garantir sua saúde, embora ela contou que seu maior medo é não ver o filho crescer além de lamentavelmente se apegar na ideia que ainda tem 15 anos antes de ficar doente. 

Infelizmente, o Mal de Alzheimer é uma doença ainda misteriosa, não se pode afirmar ao certo suas causas, consequências definitivas e como se prevenir, mas alguns especialistas dizem que manter alguns hábitos podem ajudar. 

O Sistema de Saúde Pública britânico recomenda a população que se mantenham no peso saudável e uma dieta balanceada, além de evitar o consumo exagerado de álcool e claro, não fumar. 

Contudo, precisamos nos atentar aos novos estudos que viram sobre esta demência e mantermos informados para que um dia este mal possa finalmente ter uma cura ou tratamento definitivo. 

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