Você sabe o que é vulvodínia? Conheça essa dor vaginal crônica que já fez mulheres acharem que estavam loucas

Saúde e Estilo de Vida

July 21, 2018 01:39 By Fabiosa

Amanda Brites, de 21 anos, sofria com uma dor vaginal que nunca passava. Esse mal a aflingia desde a infância, perdurou na adolescência, quando ela chegou a ir para sua festa de 15 anos aos prantos por conta da dor, e insistiu durante seus primeiros relacionamentos. Depois de procurar ajuda médica sem nenhum êxito, ela chegou a ser chamada de louca.

pathdoc / Shutterstock.com


Uma situação parecida aconteceu com Paula Guimarães, de 26 anos. Aos 16, ela teve sua primeira relação sexual e passou a sofrer de uma ardência constante na vagina. Tratou de diversas formas e nada funcionava. Terminou até mesmo o namoro por isso. Um médico chegou a dizer que era normal mulher sentir dor.

ANN PATCHANAN / Shutterstock.com


O que esses dois casos têm em comum? Uma doença chamada vulvodínia. Esse mal com um nome esquisito é pouco conhecido e de difícil diagnóstico, pois é preciso descartar outras possíveis doenças antes de começar o tratamento.

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ: Verrugas genitais: saiba quais são as causas, sintomas, riscos e diferenças de uma verruga de pele tradicional!

Mas afinal, o que é a vulvodínia?

Esse transtorno é uma doença que provoca dores intensas na região vaginal, o que pode gerar incômodo e até falta de desejo sexual. Pode ter implicações psicológicas por afetar os relacionamentos. Estima-se que 15% das mulheres sofram dessa doença, que ainda não possui uma causa definida.

Dificuldade de diagnóstico

Por ser uma doença sobre a qual existem poucas informações, o diagnóstico se torna bastante complicado. Nos casos relatados acima, as duas mulheres só conseguiram alguma informação com a ajuda da internet. Acredita-se que pode ter causas genéticas, hormonais ou até nervosas. Caso sofra de alguns do sintomas, a paciente deve imediatamente procurar ajuda médica e descartar outras doenças antes de especificar o caso de vulvodínia.

Sintomas

A vulvodínia costuma estar relacionada com ardência e dores na região da vagina, principalmente durante a relação sexual. Mas também pode se manifestar ao simples toque na área. Também podem causar vermelhidão, sensibilidade e até sensação de picada. Existem dois tipos de vulvodínia:

  • Vulvodínia generalizada espontânea: é marcada pela sensação de queimação constante na região da vulva.
  • Vulvodínia localizada provocada: é aquela em que a dor se manifesta durante o ato sexual ou outros toques na região vaginal, como exames ginecológicos, roupas apertadas e uso de produtos como sabonetes, cremes, entre outros.

Tratamento

Como a causa é incerta, o tratamento segue uma abordagem multidisciplinar, que combina medicamentos, fisioterapia e acompanhamento psicológico. As medicações normalmente são indicadas para tratar as dores crônicas, como anti-inflamatórios, e até anti-depressivos, que têm ação analgésica, além de banhos de assento para amenizar os sintomas. 

A fisioterapia uroginecológica tem como objetivo possibillitar o retorno às atividades sexuais de maneira saudável, amenizando a dor e fortalecendo a pélvis. Técnicas como massagem perineal, contração, eletroterapia analgésica, relaxamento e biofeedback de eletromiografia podem ser aplicadas para reduzir os sintomas doloridos.

Dica extra!

Para quem tem de conviver com essa doença, é importante buscar alternativas para minimizar a irritação na região. Especialistas indicam evitar uso de sabonetes e produtos perfumados na região vaginal, além de preferir sempre roupas íntimas mais leves e de algodão. Para facilitar a relação sexual, lubrificantes ou óleo mineral podem ser utilizados. 

Não esqueça de procurar ajuda de um médico especialista. Tudo em busca do seu bem-estar.

Fonte: Universa, Sexo Sem Dúvida, Tua Saúde

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ: As oito causas mais comuns do ressecamento vaginal e como evitar o problema


Este artigo é meramente informativo. Não se automedique e, em todos os casos, consulte um profissional de saúde certificado antes de usar qualquer informação apresentada nesta publicação. O conselho editorial não garante nenhum resultado e não assume qualquer responsabilidade por danos que possam resultar da utilização das informações constantes no artigo.