Episiotomia x “Ponto do Marido”: para o bem da mulher ou

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Episiotomia x “Ponto do Marido”: para o bem da mulher ou do seu parceiro?

Date June 6, 2018 16:02

Você já ouviu falar de episiotomia? Também conhecido como pique, essa é uma prática comum nos hospitais, realizadas em mulheres logo após o parto vaginal. O procedimento consiste em um corte feito na região do períneo, próximo à vagina, para facilitar a saída do bebê. 

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O procedimento é indicada em casos de rigidez no períneo, parto pélvico, sofrimento fetal, macrossomia (excesso de peso do bebê) e parto prematuro. Porém, ainda  é envolto de controvérsias sobre sua verdadeira eficácia.

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Depois de realizada a episiotomia, isso resulta na necessidade de fazer pontos para fechar o corte, que são os chamado episiaorrafia. E é aí que o tal procedimento que, em si, já aparenta ser controverso, acaba gerando um problema maior e mais polêmico: o chamado “ponto do marido”.

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O “ponto do marido” é aquele ponto a mais dado pelos médicos quando realizam a episiaorrafia, sem necessidade aparente. O motivo dado para essa prática é proporcionar mais prazer para o parceiro daquela mulher, já que a entrada do canal vaginal vai ficar mais apertada.

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A tal prática acaba se distanciando, e muito, dos motivos de saúde e virando uma questão de violência obstétrica e de violação da autonomia do corpo da mulher. Ao realizar o tal “ponto do marido”, as mulheres podem acabar comprometendo o seu próprio prazer nas relações sexuais, pois poderão ter dores que durarão o resto da vida. 

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A própria episiotomia em si já é cheia de contradições. De acordo com informações da médica obstetra Melania Amorim, a prática pode ser classificada como uma agressão e mutilação do órgão sexual feminino, quando feita sem sua autorização. As consequências podem ser as mais dolorosas, como demora na cicatrização, dessensibilização ou hiperssensibillização, queloide e laceração.

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É importante destacar que o tal procedimento controverso, muitas vezes, é feito sem o consentimento da própria mulher ou então com informações insuficientes sobre os possíveis danos que pode causar. E acaba consistindo em uma prática de cunho machista e preconceituosa, que viola o corpo da mulher e sua própria capacidade de dar à luz por conta própria.

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Até que ponto vale a pena arriscar seu próprio bem-estar pelo bem do seu parceiro?

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Este artigo é meramente informativo. Não se automedique e, em todos os casos, consulte um profissional de saúde certificado antes de usar qualquer informação apresentada nesta publicação. O conselho editorial não garante nenhum resultado e não assume qualquer responsabilidade por danos que possam resultar da utilização das informações constantes no artigo.