Justiça? Essas pessoas cometeram crimes bárbaros e já estão soltinhas pelas ruas (ou podem ficar livres em breve)

Como esquecer a morte da modelo paranaense Eliza Samudio? Ela foi sequestrada, asfixiada, esquartejada e enterrada em junho de 2010 a mando do goleiro Bruno Fernandes, com quem havia se relacionado no ano anterior e tido um filho.

Após ser acusado de forçá-la a tomar abortivos, não reconhecer a paternidade e se recusar a dar pensão alimentícia após o nascimento da criança, o então titular do Flamengo deu início ao plano de matá-la. Três anos depois, em agosto de 2013, ele foi condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão, tendo sua pena reduzida para 20 anos e nove meses em 2017.

Agora, apenas oito anos após mandar assassinar Eliza, Bruno está prestes a ser solto. Sim, a última notícia sobre esse caso de barbaridade é de que o goleiro pode sair da prisão no dia 13 de outubro. 

Isso porque o ex-atleta ganhou o direito de compensação de pena, passando a cozinhar para os detentos da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Varginha, no Sul de Minas, onde trabalhou durante 74 dias. Tudo indica que também serão considerados os cursos que Bruno fez e os serviços prestados por ele ao Corpo de Bombeiros da cidade e ao presídio.

Caso a solicitação da defesa seja aceita pelo Ministério Público e ratificada pelo juiz, Bruno poderá até mesmo voltar a dormir em casa, pois, de acordo com seu advogado, Fábio Gama, em Varginha não existe cumprimento de pena no semiaberto. Além disso, o ex-goleiro do Flamengo voltará também aos campos cumprindo o contrato que tem com o clube Boa Esporte, firmado em março de 2017.

Os irmãos Cravinhos

No começo de 2018, soubemos de outro exemplo de criminoso que cumpriu bem menos tempo de prisão do que o determinado em seu julgamento: o de Daniel Cravinhos. 

Ele foi condenado a 38 anos e 11 meses de reclusão pelo crime de duplo homicídio, após assassinar, a pauladas, a mãe de sua então namorada, Suzane von Richthofen, enquanto os pais dela dormiam, mas já foi posto em liberdade.

Cravinhos estava preso na cadeia de Tremembé, em São Paulo, e foi lá onde ele conheceu sua atual esposa, a biomédica Alyne Bento, durante a visita que ela fez a um irmão.

Já Cristian, irmão de Daniel e cúmplice no assassinato do casal von Richthofen, foi solto em agosto de 2017 e passou a cumprir pena em regime semiaberto. Porém, ele voltou para a prisão menos de um ano depois de agredir uma mulher, apontada como sua ex, na porta de um bar e tentar subornar policiais militares em Sorocaba (SP). 

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Sequestradores de Ives Yoshiaki Ota

Em 29 de agosto de 1997, o Brasil chorou com os pais de Ives Yoshiaki, que foi sequestrado e assassinado por Paulo Dantas, policial militar que fazia bico como segurança em uma loja do próprio pai do garoto e arquitetou o crime, Eduardo Pereira, que também era da polícia e trabalhava com Dantas no estabelecimento, e o motoboy Adelino Esteves.

Foi Adelino que rendeu a babá da família após se passar de entregador de floricultura e levou a criança para a casa dele. De acordo com ele, logo quando chegaram ao cativeiro, Ives reconheceu Dantas, que ordenou a morte do menino.

No dia 5 de setembro, os três foram detidos e, em junho de 1997, condenados a mais de 40 anos de prisão. Porém, apenas oito anos depois, em 2005, os criminosos tiveram direito ao regime semiaberto. 

Guilherme de Pádua

Por último, temos o caso do assassinato da filha de Glória Perez, a atriz Daniella, que foi cruelmente assassinada a tesouradas pelo então ator que fazia par romântico com ela na novela De Corpo e Alma, Guilherme Pádua, e a ex-esposa dele, Paula Thomaz, em 1992.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Pádua, que foi sentenciado a 19 anos de prisão, ficou somente 7 anos na cadeia e se tornou pastor de igreja evangélica em 2003, na cidade de Belo Horizonte (MG).

Não podemos ficar indiferente à crueldade que cerca esses crimes, afinal, estamos falando de vidas que foram tiradas brutalmente. O que você acha? Será que essas mudanças de penas realmente foram justas ou eles ainda não estão prontos para seguir sua vida em sociedade?

Fonte: Em, Folha de S. Paulo, Veja, G1, Último Segundo

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