Adenomiose: o problema ginecológico que pode ser até dez vezes mais doloroso que o parto

Saúde e Estilo de Vida

July 24, 2018 16:03 By Fabiosa

Mesmo quem nunca teve um filho, já ouviu falar sobre as dores do parto. A maioria das mulheres que já vivenciaram essa experiência confirmam que, por mais graticante que seja, é, com certeza, uma das maiores dores que alguém pode sentir. Mas você já imaginou, então, sentir uma dor que pode ser equivalente a quase dez vezes a dor de um parto?

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Pois é exatamente assim que algumas mulheres definem a adenomiose, um transtorno ginecológico que causa dores intensas na região pélvica e ainda um sangramento abundante. Apesar das características marcantes, existem casos em que a doença não apresenta sintomas, Por isso, algumas mulheres podem sofrer dessa síndrome e nem sequer fazem ideia do que se trata. Será que esse é o seu caso?

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O que é adenomiose?

A síndrome ginecológica atinge as células do endométrio, que é o revestimento do útero, e ocorre quando essas células ficam incrustradas nas fibras musculares da parede uterina, ocasionando espessamento. As causas da doença ainda não são certas, mas pode afetar uma em cada dez mulheres que menstruem e não escolhe idade para acontecer.

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Sintomas 

Nos casos em que os sintomas da síndrome resolvem se manifestar, eles, infelizmente, podem ser dolorosos. O mais comum é a menstruação com um fluxo intenso acompanhado de fortes dores. De acordo com uma portadora da síndrome, ela já chegou a chamar uma ambulância por conta das dores e, sempre que a questionavam qual era o nível de dor que sentia, ela respondia: “É dez vezes pior que o parto”.

Entre os principais sintomas, estão:

  • Inchaço da barriga;
  • Cólicas muito fortes durante a menstruação;
  • Dor durante a relação intima;
  • Aumento da quantidade e duração do fluxo menstrual;
  • Prisão de ventre e dor ao evacuar.

As dores podem também afetar sua vida de outras formas, ocasionando até mesmo transtornos psicológicos. As pacientes afirmam que precisavam planejar suas atividades diárias regradamente antes de sair e que, às vezes, precisavam trocar de roupa mais de uma vez por dia, por conta dos sangramentos.

Adenomiose e gravidez

Essa síndrome costuma se manifestar após a gravidez, pois ocasiona o estiramento do útero. Por isso, as mulheres costumam conseguir engravidar mesmo quando portadoras da doença. Porém, após os sintomas se manifestarem, a adenomiose pode causar complicações, como gravidez ectópica e até aborto, pois dificulta a fixação do embrião no útero.

Tratamento

A adenomiose pode ser facilmente confudida com outras doenças na região pélvica por conta de seus sintomas. Por isso, o diagnóstico pode demorar a acontecer. Porém, ela pode ser detectada com exames simples, como ultrassom transvaginal ou ressonância magnética.

 

📌 Adenomiose =Útero aumentado ✔Adenomiose é o nome que se dá a presença do tecido endometrial que invade a camada muscular do #útero, chamada de miométrio, semelhante a endometriose, porém na camada muscular do próprio útero.🚩 Na #adenomiose, toda vez que a mulher fica menstruada, também há um sangramento dentro da musculatura do útero, o que provoca grande irritação do mesmo. ✏Em mulheres sem sintomas e sem aumento do volume uterino, o diagnóstico com absoluta certeza só pode ser feito através da avaliação do útero após uma histerectomia. Por outro lado, nas mulheres com cólicas e fluxos menstruais intensos, associados a um útero de tamanho aumentado, exames de imagem, como a #ultrassonografia transvaginal ou a ressonância magnética da pelve, podem ajudar a estabelecer o diagnóstico. ✔TRATAMENTO O único tratamento 100% eficaz para a adenomiose é a remoção cirúrgica do útero (#histerectomia). 🙇Como os sintomas costumam se agravar somente após os 40-45 anos de idade, e desaparecem após a #menopausa, a maioria das mulheres acaba não precisando recorrer a tratamento tão radical. ✏O uso de anti-inflamatórios para controlar as cólicas e da pílula anticoncepcional para controlar a liberação de hormônios durante o ciclo menstrual costuma provocar alívio dos sintomas em grande parte das pacientes. Uso contínuo de anticoncepcionais de forma a suspender a menstruação ou uso de DIU hormonal são opções válidas para algumas pacientes.Acesse o site:www.drapaulaoshiro.com.br #drapaulaoshiro #histerectomia #obstetrícia #ginecologia#riopreto #mulheres

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Apesar de parecer grave, a doença possui tratamentos acessíveis, como o uso de anticoncepcionais, anti-inflamatórios para aliviar a dor e tratamentos hormonais, como anel vaginal, DIU e Danazol. Porém, dependendo do caso e do nível de gravidade das dores, uma opção pode ser a histerectomia, uma cirurgia que retira parcial ou totalmente o útero, no caso de os medicamentos não fazerem efeito.

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É importante também que a mulher busque grupos de apoio, pois compartilhar a experiência com outras pessoas que vivem o mesmo caso pode ajudar a combater o isolamento que a doença pode trazer. Essa ajuda pode vir de grupos de apoio, até mesmo no Facebook, ou de uma ajuda profissional. Independente de qual seja a opção, deve-se buscar uma forma de não se sentir sozinha nessa batalha.

Fonte: BBC, Tua Saúde

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