Mulher de 31 anos é diagnosticada com demência e família luta para arrecadar fundos para o desenvolvimento de pesquisas na área

Saúde e Estilo de Vida

August 8, 2018 13:18 By Fabiosa

Becky Barletta, 31 anos, trabalhava numa estação de ski na Suiça como instrutora e fotógrafa. Foi lá que a moça conheceu seu futuro marido, Luca Barletta, que também ensinava os milionários do resort a esquiar. Em 2015, cinco meses depois de se casarem, Becky recebeu um triste diagnóstico.

De alegre e extrovertida para alguém com comportamento inapropriado

A moça que tinha uma rotina bastante ativa e era muito extrovertida passou a se comportar se forma diferente. Ela amava se socializar e estava sempre conversando, mas algo havia mudado.

"Ela começou a falar de modo inapropriado com os clientes", relata o pai de Becky, Allan Sharples,68. "Falava de como ela queria engravidar e começava a discutir a respeito de sua menstruação. Era sempre de uma maneira antissocial e fora da hora".

O diagnóstico

Foi então que a família decidiu levá-la ao médico. Coube ao neurologista, o dr. James Rowe, dar a triste notícia: Becky havia desenvolvido demência frontotemporal, uma condição rara em que o cérebro se degenera até levar o paciente ao óbito.

O médico ainda falou que Becky, na época com 31 anos, era a pessoa mais jovem que ele conhecia no Reino Unido a ter a condição. A demência é muito comum na Inglaterra e afeta cerca 850 mil por ano, mas a demência frontotemporal é muito menos comum.

Diferente do Alzheimer, que ataca a memória, este tipo mexe com o lado comportamental. Desinibição e depravação são alguns dos sintomas. Esta demência afeta os lóbulos frontais e temporais do cérebro, responsáveis pela linguagem e pelo modo como nos comportamos.

Outras duas pessoas da família de Becky já haviam morrido devido ao mesmo problema - seu tio e um primo.

Convivendo com a Demência Frontotemporal

Dois anos depois do diagnóstico, Barletta mora com os pais e é totalmente dependente deles. A irmã dela, Sophie, conta como a ex-esquiadora vem definhando rapidamente:

"Ela precisa de ajuda para ir ao banheiro e para beber líquidos porque seu reflexo de engolir já não funciona bem. Está mais fácil lidar com ela agora que sua situação piorou, porque agora ela não foge mais, nem grita ou prova a comida do prato das pessoas em público".

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O marido de Becky ainda trabalha nos alpes italianos e volta nos finais de semana para ver a esposa e ajudar os sogros com os cuidados especiais que ela necessita. Ele ficou arrasado quando soube do problema da esposa, e chorou muito por a doença não ter cura.

A luta por mais investimentos nos estudos da demência

A família agora trabalha para levantar fundos que impulsionem as pesquisas científicas sobre a demência:

"Nós recebemos a notícia que a demência pode afetar qualquer um a qualquer idade. As pesquisas vêm crescendo rapidamente e temos esperança que será algo que seus filhos não precisarão se preocupar no futuro", torce Sophie.

Segundo o chefe executivo da Alzheimer's Society, Jeremy Hughes, a demência é agora a maior causa de morte na Inglaterra, onde alguém desenvolve isso a cada três minutos:

"Nós estamos, portanto, imensamente agradecidos que Becky, sua família e amigos se uniram a nós para derrotar a demência. O esforço que eles fizeram ano passado foi inspiracional e juntos eles arrecadaram 13 mil euros (quase 56 mil reais). Infelizmente a demência devasta vidas, mas cada centavo que nós conseguimos arrecadar fornece informações vitais e apoio, melhora o atendimento, financia pesquisas e cria uma última oportunidade para as pessoas atingidas pela doença", explica Hughes.

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