“Alerta HIV!” Mulher para tratamento contra o vírus, após pastor afirmar que ela estava curada. Mas isso quase custou sua vida!

Saúde e Estilo de Vida

July 26, 2018 16:49 By Fabiosa

O vírus do HIV sempre foi uma doença que gerou preocupação em médicos e cientistas no mundo inteiro. Enquanto ainda não se descobre a cura, os medicamentos são de extrema importância para que a doença não se manifeste.

Em 2017, o Ministério da Saúde chegou a divulgar um relatório indicando o sucesso tanto no diagnóstico quanto no tratamento e no controle do vírus. Os dados indicavam que até 2016, o país tinha 84% das pessoas com o vírus em tratamento. Foi observado um aumento de 18% nas pessoas diagnosticadas e de 15% das pessoas soropositivas em tratamento regular.

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ: Cientistas avançam mais um passo para a cura do HIV

Mas a realidade vem mostrando que não é bem assim. Um caso ficou famoso no Brasil após o relato de uma mulher que não quis revelar sua identidade.

Ela contou que na Igreja que frequentava o pastor disse que ela estava curada e que não precisava mais tomar os medicamentos. O exame de sangue deu negativo, o que não significava que a doença não existia.

Em nome da sua fé ela parou o tratamento e após um mês ficou totalmente debilitada com o avanço do vírus. A falsa profecia quase interrompeu a vida da mulher e levantou um alerta no país sobre as consequências sobre parar o tratamento do vírus HIV.

O caso dessa mulher não é o único no país. A Pastoral da Aids, da CNBB, chegou a relatar por meio da coordenadora Lúcia Souza, que em três anos foram registradas cinco mortes pela interrupção do tratamento.

Os médicos são unânimes em afirmar que a doença não tem cura, mas que a terapia antirretroviral é de extrema importância.

Ao interromper o tratamento, a doença pode se acelerar e com o organismo debilitado, a pessoa fica suscetível a todo tipo de infecção: “O efeito direto da interrupção do tratamento é a multiplicação do vírus HIV, que ataca as células de defesa do organismo. Assim, a suspensão pode levar ao enfraquecimento do sistema imunológico do paciente, o que pode levar à morte”, explicou firma Esper Kallas, médico infectologista e imunologista da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Se você souber de alguém nesse caso, auxilie e oriente a ler esse artigo. A informação é a melhor arma de controle.

RECOMENDAMOS PARA VOCÊ: Finalmente, os 10 mitos mais difundidos sobre HIV e AIDS foram desmentidos