Novo recurso dá esperança a mulheres com ferimento de fís

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Novo recurso dá esperança a mulheres com ferimento de fístula obstétrica

Date May 24, 2018 14:25

A fístula é um problema ainda bastante comum principalmente nos países pobres. O ferimento acontece em mulheres na hora do parto, e é considerado um dos mais sérios que pode ocorrer nesse processo de dar à luz. Ela consiste em ferida aberta na parede vaginal, entre a vagina e a bexiga ou a vagina e o canal retal, e ocorre partos mais prolongados, que não recebem a adequada assistência médica.

Feelkoy / Shutterstock.com


Em grande parte dos casos que resultam na fístula obstétrica, o bebê nasce prematuro ou morre nos primeiros dias de vida, devido às condições precárias. A mulher com fístula acaba ficando incontinente e não consegue controlar urina e fezes. Em alguns países, ela é rejeitada por sua família e comunidade. 

 

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A fístula pode causar muito sofrimento às mulheres, causando sofrimento não só no corpo, mas no psicológico. O problema é tão sério que se estabeleceu o Dia Internacional pelo Fim da Fístula Obstétrica, que ocorre no dia 23 de maio.


A fístula tem tratamento cirúrgico, mas é acessível a poucos. Porém, uma recente pesquisa pode representar uma nova esperança para as mulheres que enfrentam a fístula. A nova ferramenta é chamada de Panzi Score e irá ajudar médicos prever um provável sucesso da cirurgia e já se encaminharem para um tratamento eficaz.

 

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O recurso foi desenvolvido por Janis Miller, professor da Universidade de Michigan, juntamente com seus parceiros no Congo, um dos países mais afetados com a doença. O estudo incluiu 837 mulheres com fístula e buscou avaliar as características dos casos cirúrgicos que tiveram sucesso. O resultado foi surpreendentemente preciso.

 

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Para os pesquisadores, o tempo de demora para uma mulher que enfrenta um árduo trabalho de parto pode ser catastrófico e ocasionar a morte de tecidos. Quando mais tecidos mortos, mais difícil será o tratamento da fístula.

 

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A fístula foi praticamente eliminada nos países ricos, o que dá a esperança de que ela possa ser erradicada nos países em desenvolvimento. Ainda assim, mais de 2 milhões de mulheres ainda vivem nesta condição. É preciso investir em melhores condições de saúde para que o sofrimento seja encerrado.

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