De volta ao horror: jovens que sofreram estupro coletivo revivem pesadelo após soltura dos criminosos

Entre as coisas mais repugnantes desse mundo, está o estupro. Ser vítima de um crime como esse, certamente, é uma das piores experiências que alguém pode viver.

De volta ao horror: jovens que sofreram estupro coletivo revivem pesadelo após soltura dos criminososUrsula Ferrara / Shutterstock.com

Além das lembranças terríveis e da dor emocional, algumas vítimas ainda enfrentam uma longa batalha em busca de justiça, como é caso da cozinheira que sofreu estupro em uma balsa transportadora de madeira no Pará, em 2012.

A mulher, que trabalhava na balsa, foi estuprada durante duas horas após quatro assaltantes invadirem o barco. Depois do crime, os tripulantes seguiram viagem sem que a vítima tivesse o atendimento que lhe era devido. 

Após três anos de tentativas de se omitir da responsabilidade de prestar socorro à funcionária, a empresa empregadora foi condenada à indenização de R$ 50 mil por danos morais. Uma conquista em meio a tanto sofrimento.

Por outro lado, foi também após três anos que as vítimas do crime que chocou o país no dia 27 de maio de 2015 se viram novamente diante de um pesadelo. Na época, além de sofrerem um estupro coletivo, as jovens da cidade de Castelo do Piauí foram apedrejadas e lançadas de um penhasco por vários adolescentes.

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As garotas foram encontradas desacordadas e uma delas, Danielly Rodrigues, não resistiu e morreu 11 dias após o ocorrido.

Hoje maiores, três dos condenados ganharam direito à liberdade assistida por meio de decisão do Ministério Público do Piauí. As jovens, é claro, estão sofrendo com a soltura dos criminosos, tanto é que uma das vítimas não quer mais sair de casa.

"Ela estava voltando da igreja quando tomou conhecimento da liberdade dele [assassino]. Todo o trauma que ela teve quando aconteceu o fato, todo o tratamento psicológico, o apoio familiar, o apoio dos amigos foram por terra", afirmou João Washington de Andrade, advogado das vítimas, que entrará com recurso para que o MP reverta a soltura dos acusados. “Hoje que já são maiores, que cumpram o resto da prisão em uma penitenciária", finalizou.

Vale lembrar que, em 25 de setembro de 2018, pouco dias antes desses adolescentes serem soltos, entrou em vigor a Lei 13.718, que aumenta a pena para estupro coletivo, que, até então gerava pena de 6 a 10 anos de prisão. Com a nova lei, o estupro praticado por duas ou mais pessoas levará a um aumento de um a dois terços da pena.

O texto também torna crime a importunação sexual, como os casos de assédio a mulheres no transporte coletivo, a vingança pornográfica e a divulgação de cenas de estupro. 

Fonte: Senado Notícias, 180 Graus, DireitoNet

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