5 incêndios que marcaram a história de SP

O incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes, no largo do Paissandu, centro da capital paulista, apenas escancara um problema velho conhecido dos prédios mais antigos de São Paulo: a falta de manutenção e descaso de fiscalização. Não por menos, a história da maior cidade da América Latina é marcada por incêndios que destruíram espaços públicos e privados ao longo das últimas décadas.

E pode até parecer exagero, mas boa parte destas tragédias jamais teria acontecido se não fosse a falta de fiscalização e descaso dos administradores dessas edificações. De um lado, a administração municipal, que conta com apenas 700 fiscais, que são responsáveis pelos mais diversos tipos de checagens na capital. Essas fiscalizações vão desde publicidade irregular, manutenção de calçadas, até vistoria de itens de segurança em prédios.

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Do outro, administradores de condomínios e estabelecimentos comerciais que visam mais a economia, do que na segurança das pessoas que frequentam esses locais.

O resultado, todos já imaginam…

Veja abaixo os cinco incêndios que marcaram a história de São Paulo:

1. Andraus



Essa provavelmente tenha sido a primeira grande tragédia desse tipo na capital. O incêndio que destruiu o edifício Andraus aconteceu em fevereiro de 1972. O fogo atingiu os 32 andares do prédio, na avenida São João, também no centro. Ao todo, 16 pessoas morreram.

2. Joelma

Apenas dois anos depois, São Paulo foi novamente manchete dos principais jornais do país e do mundo por causa de incêndio com mortes. Dessa vez, o prédio em questão foi o Joelma, também no centro, e que teve um número de vítimas muito maior: 188 mortos. As cenas do incêndio ainda perturbam a memória de quem viveu naquela época. Isso porque, muitos suicídios foram cometidos por pessoas que simplesmente perderam as esperanças de saírem vivas daquele incêndio. Muitas dessas mortes foram transmitidas ao vivo na televisão.

3. Memorial da América Latina

Após um longo período com apenas alguns incêndios com menos repercussão, o Memorial da América Latina fez com que a capital voltasse às páginas dos jornais por causa de fogo. O incidente aconteceu em 2013 e fez com que o espaço ficasse fechado por vários anos. Vale ressaltar que esse é um prédio tombado pelo patrimônio histórico da capital paulista.

4. Museu da Língua Portuguesa

Em 2015, foi a vez de um dos prédios mais visitados de São Paulo ser vítima de uma tragédia pelas mesmas causas. Neste caso, o Museu da Língua Portuguesa foi o alvo. As chamas consumiram boa parte do prédio, que fica ao lado da estação da Luz (um dos cartões-postais da cidade). Um bombeiro morreu.

5 - Wilton Paes

Nesta semana, fomos espectadores do incêndio que fez com que o edifício Wilton Paes viesse abaixo, enquanto mais de 100 famílias tentassem fugir das chamas que consumiram o prédio. As cenas do edifício vindo ao chão foram chocantes, não só pela queda em si, mas também pela imagem de um dos moradores da ocupação que acontecia ali desaparecesse entre os escombros da edificação.

Infelizmente, eventos como esse estão longe de serem eliminados do futuro da cidade, enquanto o poder público não for capaz de tornar mais rígida a legislação e cumprimento das normas de segurança para que um prédio seja frequentado ou habitado.

Torçamos para que essa previsão seja um engano!

Fonte: G1, Megacurioso, UOL

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