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Epidemia de ebola ressurge: entenda por que ainda não encontraram a cura para esse mal

Date May 15, 2018 00:41

Há anos escutamos falar do vírus do ebola. O seu primeiro surto ocorreu no Congo, em 1976. Mas recentemente, o problema voltou a ser assunto, após novas suspeitas de casos serem constatadas, de acordo com informações relatadas na sexta-feira (11) pela Organização Mundial da Saúde. São pelo menos 34 casos suspeitos e 18 mortes, todas ocorridas em Bikoro, um distrito da República Democrática do Congo, desde o início de abril.

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Mas por que a ciência ainda não venceu esse mal antigo? A resposta pode estar no fato de que os governos e indústria farmacêutica não alocavam recursos para descobrir tratamentos. A doença nunca se tornou um ameaça tão assustadora e, além disso, os humanos também não são seu principal hospedeiro, que ainda não foi descoberto, mas a suspeita é que seja o morcego frugívoro.


Por ser um hospedeiro localizado apenas em partes específicas da África Ocidental e por necessitar um contato direto e prolongado para haver o contágio, a doença não se espalhava em grandes proporções. Entre 1979 e 1994, houve zero casos reportados de ebola. Mas em 2014, depois de um grande surto, essa realidade mudou.

 

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O surto foi oficialmente declarado em 2016, com quase 30 mil casos suspeitos e 11 mil mortes. A doença chegou até Dallas e Nova York, nos Estados Unidos, e gerou um grande pânico na população. A discriminação com africanos aumentou, pelo medo de representarem uma ameaça. Com isso, novos recursos foram destinados para a pesquisa sobre a doença, até mesmo a vacina experimental rVSV-ZEBOV, originalmente desenvolvida em 2003 por canadenses, mas vendida na época do surto para uma empresa que testou em mais de cinco mil pessoas.
Porém, a vacina ainda não é totalmente eficaz e só protege contra o tipo mais comum de ebola, o cepa Zaire. Ainda assim, as autoridades já planejam utilizá-la no surto atual, já que as dificuldades de tratamento ainda são uma realidade, pois o baixo número de casos dificulta estudos clínicos. Além disso, outras empresas farmacêuticas agora estão investindo na pesquisa na área, e nos EUA e na Europa cerca US$ 400 milhões foram investidos em financiamento de pesquisas.

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Os primeiros passos parecem estar sendo dados em busca do tratamento e da cura. Mas, além disso, é essencial que outras medidas mais simples sejam tomadas para evitar surtos e contaminações, como melhorar a estrutura dos hospitais para identificar mais rapidamente os casos e tratar adequadamente os pacientes.

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