Brutal: avó tenta impedir neto de matar a namorada, mas acaba sofrendo trágicas consequências

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November 23, 2018 21:22 By Fabiosa

Estar em um relacionamento abusivo nunca é fácil, mas somente quem já passou por isso sabe como é complicado para a vítima compreender o que esá acontecendo e conseguir encontrar uma saída para aquele namoro ou até casamento que já não dá mais certo. Muitas, quando tentam, acabam sendo agredidas ou até mortas pelos companheiros - é o chamado feminicídio

Embora pareça triste que alguém perca a vida desta maneira, os números de feminicídios no Brasil só aumentam. Um caso específico foi o que aconteceu com Bruna de Souza Oliveira, de 19 anos. A jovem foi enforcada pelo próprio namorado, Victor dos Santos Lima, de 32, dentro de casa. 

Segundo o advogado de Lima, a vítima e ele discutiram pouco antes. A avó dele ainda tentou separar a briga, mas não conseguiu. A idosa, de 74 anos, ainda correu para a rua, em busca de ajuda, só que foi atropelada e acabou sofrendo fratura no fêmur, que a deixou hospitalizada. 

Pouco depois do crime, o agressor se apresentou à polícia com uma versão diferente, na qual dizia que a namorada havia passado mal e desmaiado em seguida. Ao ser interrogado, acabou confessando o assassinato. Segundo informações de vizinhos, o casal acabara de reatar o namoro após ficar alguns dias separados e sempre discutiam por qualquer motivo. 

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Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte de Bruna e fizeram textos sobre relacionamentos abusivos que acabam com a morte da vítima. 

"Triste realidade! Aonde iremos parar?! Mulheres, entendam uma coisa: o amor não maltrata, não agride fisicamente e nem psicologicamente" 

- disseram em um post do Facebook.

"E amigos, vizinhos e familiares, não hesitem em meter a colher na briga de marido e mulher para não precisar chorar a dor da perda. Se você sofre violência ou conhece alguém, denuncie 180"

- concluiu a amiga de Bruna. 

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Embora alertas como esses sejam feitos de forma frequente, o número de feminícios no Brasil só aumenta. Um estudo da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF) aponta que, somente no primeiro semestre de 2018, mais de 7 mil casos foram registrados em relação à Lei Maria da Penha, principal legislação em defesa das mulheres. 

Como resolver? 

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Temos o problema, mas precisamos de solução! Afinal de contas, não podemos deixar que mulheres sejam abusadas e mortas sem que nada seja feito. A parte importante é que existem medidas que podem ser tomadas para solucionar o problema. Conheça quatro delas: 

1 - Capacitar profissionais

Muitas mulheres evitam fazer denúncias com medo de represálias. Por isso, capacitar e sensibilizar profissionais que vão atuar nesta área é de extrema importância. 

2 - Oferecer amparo para as sobreviventes e suas famílias

Em muitos casos de relacionamentos abusivos, a vítima sobrevive e fica traumatizada. Então, outra parte fundamental é oferecer suporte e amparo para que elas e sua famílias, especialmente as crianças, passem por essa fase e consigam se reconstruir. 

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3 - Educar e conscientizar a população 

Nem todo homem faz o que faz simplesmente porque gosta ou quer ser mau, muitos aprenderam que essa é a forma correta de agir ou até sentem que tem o direito de fazer o que bem entendem com a mulher. Isso vem da falta de conscientização da população. 

4 - Ter uma mídia consciente e responsável 

A culpa nunca é da vítima e nunca se deve romantizar ou tentar explicar uma agressão, por menor que ela seja. Esse é o papel da mídia, que deve estar sempre atenta sobre o que fazer e o que não fazer. 

Seguindo essas dicas, teremos uma sociedade mais consciente, responsável e que se preocupa cada vez mais com o bem estar de todas as mulheres dentro de seus relacionamentos. É assim que se constrói um mundo melhor e reduz potencialmente os casos de feminicídios. 

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