Justiça! Homem que matou a namorada grávida finalmente é condenado pelo crime

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November 27, 2018 23:27 By Fabiosa

Constantemente nos deparamos com uma série de notícias sobre homens que matam as ficantes, namoradas ou esposas de forma cruel e extremamente brutal - esse é o chamado feminicídio. Ainda assim, alguns casos costumam nos chocar mais ainda pela forma como os criminosos arquitetam o crime e parecem não demonstrar nenhum resquício de arrependimento durante todo o julgamento. 

Foi exatamente assim em 2015, quando José Ramos dos Santos, de 23 anos, matou e separou a cabeça do resto do corpo da namorada, Shirley Souza, que tinha apenas 16 na época e estava grávida. O crime aconteceu em São Paulo e o rapaz foi preso depois de levar o crânio da jovem até uma delegacia de polícia e confessar o assassinato. 

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Fã dos filmes Jogos Mortais, José esganou e asfixiou a namorada na casa dela. Depois, ele ainda cortou a cabeça dela e postou a imagem no Facebook, o que chocou milhares de pessoas. A motivação para o crime, segundo ele, foi acreditar que o bebê que Shirley esperava não era dele. 

Três anos após ter sido preso, o rapaz foi a julgamento e acabou sendo condenado pelos crimes de homicídio qualificado, aborto (por ter causado a morte do bebê que Shirley esperava), ocultação e destruição de cadáver. A pena a ser cumprida é de 25 anos em regime fechado. 

A condenação

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Quando foi preso pela primeira vez, após confessar o crime, a Justiça não tinha certeza de que José seria condenado por feminicídio, uma vez que este termo, que qualifica o assassinato cometido em razão do gênero da vítima, foi criado apenas alguns dias depois dele matar a namorada, em março de 2015. 

A diferença entre o homicídio e o feminicídio é que este tem uma pena considerada mais grave, em razão dos motivos normalmente banais. 

"O delito foi praticado contra mulher, por razões de gênero, no contexto de violência doméstica", disse a juíza Renata Mahalem da Silva Teles, na sentença que condenou José Santos.

Ela ainda ressaltou que o réu agiu com enorme frieza e perversidade, inclusive por ter causado a morte da criança. 

Feminicídio 

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Quem já perdeu alguém por causa do feminicídio sabe que a situação é horrível e nem tão incomum assim. Infelizmente, conforme noticiado pela UOL, um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas afirma que seis mulheres são vítimas de feminicídio a cada hora no país. 

Normalmente, os agressores são os namorados, maridos ou algum homem com quem a vítima tem contato. E a pior parte é que isso não acontece somente aqui. O relatório da ONU explica que 50 mil mulheres são assassinadas por ano em todos mundo por companheiros atuais ou passados, pais, irmãos, mulheres, irmãs e outros parentes, devido ao seu papel e a sua condição de mulheres. 

Esses crimes geralmente acontecem depois de uma longa série de agressões, sejam elas físicas ou não, feitas contra a mulher. 

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Como acabar com isso?

Felizmente, a ONU e outras organizações e instituições de apoio às mulheres têm demonstrado enorme preocupação com esses dados e buscam, incessantemente, uma forma de resolver o problema o quanto antes. 

Claro que é importante que todas as mulheres estejam unidas e possam apoiar umas às outras em situações assim, evitando que mais casos de feminicídio venham a acontecer, mas é essencial que toda população faça uma vigilância constante e possa, assim, contribuir para que esses crimes sejam reduzidos cada vez mais.

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Essas são algumas atitudes que você pode tomar para ajudar nesse tema: 

  1. Envolva os homens nessa luta: a luta pelo fim do feminicídio não é só das mulheres. Homens podem, e devem, estar envolvidos nela. Segundo a ONU, esse é um aspecto crucial para pôr fim ao problema; 
  2. Promova a igualdade de gênero: entender que homens e mulheres têm os mesmos direitos também é essencial, e especialistas no tema garantem que isso precisa ser feito o quanto antes.
  3. Invista na educação precoce e ajude a conscientizar crianças e adolescentes. Quanto mais cedo as pessoas tiverem noção do problema, mais chances de termos adultos conscientes.

Vendo assim, pode parecer até bobo demais que atitudes tão simples possam contribuir, de fato, para acabar com um problema que parece tão incontrolável, mas se tentar, você logo vai perceber que a mudança começa por você. Afinal de contas, se conseguir reduzir os riscos de feminicídio no seu bairro, por exemplo, já é um grande avanço. 

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