Você se vê como uma farsa e minimiza suas conquistas? Aprenda a identificar e lidar com a Síndrome do Impostor

Inspiração

April 13, 2018 15:06 By Fabiosa

Você já se sentiu como se estivesse representando um papel ou um personagem que não era você mesma? Você tem dificuldades em aceitar elogios ou reconhecimentos por não se considerar merecedora? Você se sente uma farsa no meio profissional?

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Sente-se incapaz de realizar funções que lhe são confiadas e tem receio de que as pessoas possam “descobrir” que você é uma fraude a qualquer momento?

Se você respondeu sim para alguma destas questões, possivelmente você já deve ter sofrido ou sofra da chamada “Síndrome da Impostora”.

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Mas tenha calma, essa é uma questão psicológica que atinge praticamente 70% das mulheres, em sua maioria com vida profissional ativa e funções de grande visibilidade e responsabilidade.

Entre essas mulheres estão muitas famosas internacionais, que já confessaram publicamente sofrer dessa condição psicológica. Uma delas é Emma Watson, a Hermione do filme Harry Potter.

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Em uma entrevista recente à revista “Rookie”, ela chegou a dizer que quanto melhor “se sai no trabalho, maior o sentimento de inadequação por achar que em qualquer momento alguém descobrirá que ela não é merecedora do que conquistou”.

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Outra famosa que já expressou esse sofrimento foi Kate Winslet, do filme “Titanic”. Ela chegou a dizer que ao acordar pela manhã, o primeiro pensamento que vinha em sua mente é que “ela não poderia fazer isso porque era uma fraude”.

A Síndrome também esteve presente na vida de Jennifer López, que mesmo após vender 70 milhões de discos dizia sentir que era “boa” o suficiente.

E a lista de mulheres que passaram pela Síndrome de Impostora não para por aqui. Sheryl Sandberg, diretora de Operações do Facebook, a atriz Natalie Portman e a atriz Michelle Pfeiffer também chegaram a revelar essa condição psicoemocional.

Entenda o que significa a Síndrome da Impostora

De acordo com o sociólogo e doutor em estudos interdisciplinares, José A. M. Vela, da Universidade Autônoma de Madrid, a Síndrome de Impostora está relacionada a uma autopercepção de se sentir menos qualificada para determinadas funções em comparação aos outros. O vídeo abaixo fala sobre isso:

Os chamados “gatilhos” para essa condição são autoestima baixa e autoexigência muito elevada. Embora a Síndrome seja identificada em mulheres, alguns casos são observados também em homens e em famílias em que a mulher é a única responsável ou famílias homoparentais.

Como lidar com a Síndrome da Impostora:

Mudar a percepção de si, do mundo e do futuro são três pilares importantes para poder superar essa Síndrome. Ao trabalhar as crenças, a autoestima e a autoconfiança podem ser resgatadas.

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Algumas medidas que podem ser colocadas em prática no dia a dia são: evitar se comparar com outras pessoas que exercem funções semelhantes, se cobrar menos, entender que ninguém nasce pronto e que todos aprendem com os erros, escrever uma lista de qualidades e sucessos conquistados, vestir-se de forma poderosa, aceitar elogios com sinceridade, buscar fazer outras coisas fora do trabalho que te tragam prazer e que não são palpáveis em resultados e sim nas sensações (artesanato, dança, atividade física ou outro hobbie).

Esse trabalho nem sempre é muito fácil, requer paciência e muitas vezes é importante e necessária a ajuda de um profissional especializado, como um psicólogo, para ajudar a nortear e encontrar os gatilhos que desencadeiam esses pensamentos de menos valia.

Fonte: Huffpost Brasil, Buzzfeed, Psicologias do Brasil

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