Sabia que existe mais de um tipo de fome? Aprenda a identificá-los e ganhe vantagem na hora de perder peso

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Entre as coisas que nos torturam em vida, passar necessidade é uma das que mais pode nos fazer sofrer. Seja sono, vontade de usar o banheiro e, obviamente, fome. Aliás, morrer de fome é dolorido, mas matar a fome é uma das melhores sensações que existem.

E, por incrível que pareça, existe mais de uma tipo de fome. Vamos falar aqui de todos eles, mas antes, é importante saber porque é tão difícil emagrecer quando estamos famintos e porque não devemos passar fome.

Quando estamos com fome, nosso cérebro avisa para o corpo que precisa guardar energia e passamos a nos alimentar de nossas reservas. Depois de um tempo de dores intestinais, paramos de consumir glicose e passa a usar ácidos graxos e logo após, começa a queimar as próprias proteínas corporais. Ou seja, começamos a "nos comer" por dentro.

Gordura: a primeira a acumular e a última a queimar

Agora vem a parte maluca: quando estamos passando fome a gordura não é a primeira opção energética escolhida pelo nosso corpo para queimar, é uma das últimas, mas é a primeira que o nosso cérebro escolhe para consumir e acumular. Parece loucura, mas tem uma explicação científica.

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Quando a fome bate, a vontade de comer coisas gordurosas e com alto teor de açúcar aumenta, pois esse ainda é um reflexo do tempo em que o ser humano não tinha ideia de quando seria sua próxima refeição, então o corpo é programado para acumular energia; ou seja, gordura e glicose. Com o tempo, a vontade de comermos esse tipo de alimento virou uma necessidade natural e por termos fácil acesso, as chances de engordarmos aumenta.

Sentir mais fome pode ser algo genético, sim!

Pode começar a culpar seus pais se eles falam que quando você está com fome, parece que tem um monstro dentro de você. O endocrinologista Guilherme Renke, que atende pela Clínica Nutrindo Ideais, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, afirma que “dependendo da sua genética, a fome pode ser ainda mais intensa”.

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O gene FTO regula os níveis da grelina, hormônio que aumenta o apetite e algumas pessoas nascem com ele completamente desregulados.

Você fica em fúria quando fica com fome?

Já aconteceu de você ficar morrendo de raiva quando estava com fome? Às vezes com tanto ódio de alguém, que dá vontade de chorar, bater e até mesmo sair de perto dessa pessoa? Não se preocupe, isso não é culpa sua.

Depois de um bom tempo após comermos, a quantidade de nutrientes começa na nossa corrente e, ao mesmo tempo, os níveis de glicose do seu sangue caem bastante. O cérebro, esse malandrinho, percebe essa queda como um risco à nossa vida. Diferente da maioria dos órgãos, ele precisa muito de glicose para fazer bem as suas funções.

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Quando os níveis caem, ele começa a surtar e a partir daí você não regula mais tão bem alguns comportamentos sociais; se irritar com as pessoas é bem comum a partir daí. Não é raro gritar com alguém quando esses níveis caem, mesmo que você goste da pessoa. Entre as substâncias que o nossa massa cinzenta pede para o corpo liberar para avisar que precisa de comida, está a adrenalina, que é um dos hormônios liberados para que estejamos preparados para o famosos “lutar ou fugir”, quando alguma coisa ameaça a sua segurança.

Além disso, quando estamos com fome, o cérebro tem menos controle de uma substância chamada de neuropeptídeo Y e também de outra, denominada receptor Y1. Um é responsável por regular a fome e outro a controlar a raiva ou a agressão impulsiva. Quanto mais tempo sem comer, maior a presença do neuropeptídeo Y no cérebro, e quanto maior a presença dele, maior a agressividade.

Conheça os tipos de fome e o porquê elas prejudicam a perda de peso

Primeiro de tudo é reconhecer os tipos de fome e aí sim, controlar tudo. Nem toda fome é igual. Não sabia? Vamos verificar:

1. Fome fisiológica - ou a fome de verdade!

Parece que tem um gato na sua barriga de tanto que ela ronca

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É quase certo que você já teve aquela fome que te constrangeu em público, já que seu estômago decidiu conversar com o mundo ao seu redor. Essa é a fome física. Se isso acontece com frequência, você tem que rever sua rotina alimentar e procurar dormir melhor. Beber bastante água (2 litros em média por dia) auxilia a não confundir fome com sede.

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Como evitar esse problema: nunca pule refeições e não passe muito tempo sem comer. E se mesmo você comendo nos horários certos, ainda assim fica com fome fisiológica, talvez você precise melhorar a sua alimentação incluindo mais fibras e proteína.

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2. Fome psicológica

Bateu a ansiedade, a tristeza ou até mesmo a euforia: o monstro se liberta!

Aí você melhorou 100% aos seus horários, incluiu fibras e mais nutrientes em sua alimentação, não pula nenhuma refeição, mas mesmo assim se pega assaltando a geladeira ou comendo compulsivamente quando as emoções apertam... Complicado, né?

A nutricionista Daniela Cyrulin explica que essa vilã aparece quando há a necessidade de compensar uma situação de grande impacto emocional "para compensar a tristeza, a ansiedade ou mesmo o cansaço depois de um dia longo
 de trabalho”. Às vezes, com desculpa para recompensar um grande feito, nós atravessamos a linha do exagero.

Nesse caso, não pense duas vezes em procura a ajuda de um especialista. Ele irá verificar que gatilhos são esses que estão ativando essa fome e como resolvê-los

3. Fome social

Aquele cheirinho te chama a atenção, abre o apetite mesmo sem vontade e se não comer, momentos depois uma criatura do mal surge dentro do seu estômago.

Essa é aquela que vem com o hábito de comer. Sabe? Quando bate vontade de experimentar aquele bolinho de chocolate com um cheirinho tão bom ou quando uma capa de revista de culinária faz a boca encher d'água? Pois é... Mesmo com a barriga cheia, a vontade vem e se ignorada, ela pode voltar mais tarde como um impulso ou mesmo compulsão. Pelo menos é o que conta a nutricionista Sophie Deram em seu livro "O Peso das Dietas".

Não se trata de fome física, nem mesmo fome psicológica. É a vontade de comer que pode ser confundida com fome. E é possível tratar esse mal, não fugindo dele - ignorar de vez pode ser pior -, mas matando o desejo com um pedacinho do que se quer. Ao sentir vontade de comer brigadeiro, comer unzinho é melhor que se entupir do doce, não é mesmo?

O segredo é reeducar e aumentar a sensação de saciedade

E como fazer isso? Fazendo uma reeducação alimentar, respeitando os horários e evitando sentir fome física. Ter acompanhamento com uma profissional especialista em nutrição  é importantíssimo, pois incluir e fibras e mais nutrientes na alimentação pode resolver todas as fomes.

Rodrigo Polesso, dono do canal "Emagrecer de Vez", fala um pouco sobre como lidar com essa situação e como controlar a fome para perder peso. Confira:

Algumas dicas de alimentação

- Para elevar as taxas de proteína: mais proteínas, produtos lácteos (queijos brancos e iogurtes) e também, grão como os de soja e feijões.

- Para elevar a concentração de fibras: mais uma vez os feijões, além de frutas (com casca), produtos integrais, verduras, legumes, nozes, aveia.

- Para ingestão de carboidratos do bem: mais uma vez aveia, além de produtos integrais (como pão e arroz), além de batata-doce, e frutas como kiwi, morango, maracujá, etc.

Para adicionar gorduras do bem: castanhas, abacate, coco e azeite extravirgem.

Agora que sabe de todas as fomes possíveis, é só arregaçar as mangas e se defender de todas elas!

Fonte: Boa Forma, Mundo Iridium, Mini Lua, Só Biologia

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