Fingindo ser uma assistente social, mulher roubou bebês dos pobres e vendeu aos ricos: a

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Fingindo ser uma assistente social, mulher roubou bebês dos pobres e vendeu aos ricos: a história de Georgia Tann

Date August 21, 2018 15:56

Há muitas pessoas no mundo cuja história nunca será esquecida. Algumas por fatos heroicos e outras por ter causado algum tipo de mal. Uma mulher fez história exatamente por ter realizado atos terríveis que marcou a vida de muita gente. 

Georgia Tann - uma breve história 

Tann dirigiu a Sociedade Infantil do Tennessee entre 1924 e 1950. Embora a maioria das pessoas a visse como uma mulher gentil e madura, Geórgia tinha um terrível segredo. No decorrer desses anos de trabalho, ela roubou mais de 5 mil bebês e crianças, de recém-nascidos a adolescentes. O motivo era para os vender a famílias ricas. 

Suas principais vítimas eram mães solteiras mais pobres. Usando todos os tipos de táticas, incluindo engano, manipulação e coerção para conseguir com que os pais desistissem de seus filhos para que ela pudesse vendê-los. A mulher chegou até a raptar crianças de outros lugares, como creches e hospitais. 

 

Wonderplay / Shutterstock.com

Como ela fazia 

Geórgia tinha muitos métodos para chegar aos recém-nascidos. Às vezes ela subornava médicos e enfermeiros nas casas de parto da época para conseguir especialmente os pequenos de olhos azuis, que eram os mais procurados. 

De acordo com um relatório do sobre o caso, a organização da norte-americana era tão grande que ela chegou a roubar crianças de rua. A ladra tinha agentes cujo trabalho era sequestrar os menores e dizer que seus pais haviam morrido. Então, uma empresa de faixada fazia os documentos de adoções falsos para parecer que não era um crime. 

magickal monkey / Shutterstock.com

A autora Lisa Wingate, que escreveu um livro baseado nos crimes de Geórgia, falou para um jornal sobre a tragédia destes atos tão terríveis. A criminosa costumava dizer aos pais "adotivos" que as crianças eram "lousas em branco", Lisa deu sua opinião: 

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O que realmente mais me tocou é que estes seres indefessos não eram apenas uma lousa em branco e sim seres humanos com características genéticas, talentos e habilidades que são pessoais.

O que realmente mais me tocou é que estes seres indefessos não eram apenas uma lousa em branco e sim seres humanos com características genéticas, talentos e habilidades que são pessoais.

O mais impressionante era que a profissional também tinha muitas autoridades policiais a encobrindo. Uma delas foi a juíza da corte juvenil, Camille Kelley, que fingia ser uma defensora dos direitos dos menores de idade, mas na verdade assinava papeis autorizando os falsos processos de adoção da vigarista. 

Uma das crianças que foi vítima dessa história se chama Devy Bruch e deu uma entrevista contando como foi ser roubada ainda bebê. 

Segundo Devy sua mãe biológica foi enganada quando a fizeram assinar uma procuração dando sua filha e mais tarde a disseram que o bebê morreu depois do parto. Já para a família que a adotou, a ladra de bebês parecia um anjo que entregava crianças órfãs para ser bem cuidada por aqueles que tinham melhores condições. 

 

A verdade 

Depois de muitos anos de crime, finalmente as vítimas de Geórgia começaram a falar. A indignação e as queixas motivaram uma investigação sobre o orfanato da cidade. Foi quando se descobriu que o instituto da farsante era um mercado negro de venda de bebês. 

 O advogado Robert Taylor, chefe da investigação, mostrou um relatório no ano de 1950, com cálculos de mais de 1 milhão de dólares faturados por Geórgia com este ato monstruoso. 

Yupa Watchanakit / shutterstock.com

 

Ela nunca chegou a ser presa, pois morreu de câncer antes de ser processada. 

O falso orfanato por sua fez foi fechado alguns meses depois da verdade vir à tona e hoje em dia há muitos livros e filmes retratando este terrível pesadelo da vida real.  

  

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