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FAMÍLIA & CRIANÇAS

A ciência confirma: o vínculo entre uma mãe e sua filha vai além do que conhecíamos

Date February 1, 2018 03:42

De acordo com estudos científicos realizados recentemente, a estreita ligação que existe na relação entre as mães e suas filhas excede as comparações cotidianas que se fazem diariamente. É muito comum saber que as filhas tendem a ter suas mães na lista de contatos rápidos dos seus celulares ou que, mesmo depois de adultas, continuam mantendo uma comunicação constante com suas progenitoras baseada na confiança e na admiração. Na verdade, tanta afinidade tem uma explicação científica e até neurológica.

Fumiko Hoeft, professor adjunto de psiquiatria da Universidade da Califórnia, foi o primeiro a realizar um estudo no qual se utilizaram ressonâncias magnéticas intergeracionais para comparar a estrutura do cérebro. Como resultado da sua pesquisa, ele chegou à conclusão de que tanto a estrutura cerebral como as desordens emocionais são transmitidas geneticamente de mãe para filha. Para chegar a estes resultados, o pesquisador examinou o sistema límbico do cérebro e afirma que ele está estritamente ligado aos transtornos depressivos.

O sistema límbico, que é responsável pela regulação das emoções e, ao mesmo tempo, está associado à manifestação de sintomas depressivos, é transferido mais provavelmente de mãe para filha que de mãe para filho ou de pai a qualquer um dos seus descendentes.

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Essa descoberta mostra que, por um lado, é muito mais provável que a mãe possa entender as situações pelas quais sua filha atravessa de uma forma muito mais ampla do que qualquer outra pessoa da família, já que tem a facilidade de imaginar a si mesma nas mesmas circunstâncias e compreendê-la muito mais. Desse modo, a autoestima da filha fica muito vinculada ao tipo de relação que mantém com sua mãe.

No entanto, esta ligação tão estreita também pode fazer com que as características das personalidades de mãe e filha se assemelhem. Visto que as emoções e o controle delas também são muito similares, não é estranho que os atritos e as desavenças também sejam muito mais fortes entre as duas, principalmente se for o caso de duas pessoas com personalidades muito exigentes ou rigorosas.

“Nosso estudo é único porque somos os primeiros a analisar toda a família para ver a semelhança entre suas redes cerebrais” – Fumiko Hoeft

Da mesma forma, o estudo também revela que as mães tendem a favorecer suas filhas, enquanto os pais ficam mais ligados aos seus filhos. Esta afirmação tem sua base na parcialidade das experiências compartilhadas por cada um.

Agora podemos entender que o ditado “o fruto não cai longe do pé” não só vem regido por uma compreensão e uma admiração vinculadas aos sentimentos e às emoções, mas também por uma semelhança na estrutura neurológica das partes.

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