Ela foi diagnosticada com demência, mas ele ainda cumpre co

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Ela foi diagnosticada com demência, mas ele ainda cumpre com sua doce tradição de São Valentim

Date February 22, 2018 03:56

Donna Kramer, uma moradora de Albuquerque, Estados Unidos, de 74 anos de idade, foi diagnosticada com demência há quatro anos, mas isso não significa que ela já tenha se esquecido da sagrada tradição de São Valentim que começou com seu esposo, Ron Kramer, de 77 anos, meses antes de se casarem em 1979.

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Durante 40 anos, Ron recriou o primeiro Dia de São Valentim que eles passaram juntos e não deixou de fazê-lo mesmo com Donna agora vivendo em uma casa de repouso.

A história de amor do casal começou no dia 2 de janeiro de 1979, quando Donna estava se divorciando e Ron bateu na sua porta tentando vender um seguro.

“Donna abriu a porta com um roupão e grandes pantufas”, disse Ron.

“Eu estava muito sexy”, retrucou Donna.

A roupa incomum deve ter funcionado, porque uns dias depois Ron voltou à casa dela e convidou Donna e sua filha para ir ao Ice Capades.

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Ainda era janeiro quando Ron perguntou a Donna que tipo de doce ela gostaria de ganhar no Dia de São Valentim e, desde então, a tradição nasceu.

Donna contou a Ron sobre seu amor pelo chocolate amargo da Buffet's Candies, uma loja gourmet que existe desde 1950. Quando Ron chegou ali, o vendedor comentou que, se ele levasse outra caixa cheia no ano seguinte, só lhe cobrariam os doces.

Eles se casaram quatro meses depois do encontro, exatamente no dia 8 de maio de 1979.

Depois disso, no dia 1º de fevereiro de cada ano, Donna pergunta a Ron: Você já tem meus chocolates?

Então, Ron tira uma linda caixa do seu esconderijo no closet e vai à Buffet’s. Donna se limita a comer um chocolate por dia, o que significa que geralmente seus doces durem até maio. Quando eles acabam, a caixa volta ao closet e fica lá até a nova temporada de São Valentim.

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Em 2014 Donna foi diagnosticada com demência, e ela se mudou para uma casa de repouso no ano seguinte. Ron descreve esse dia como o mais triste da sua vida. Mesmo antes do diagnóstico, Donna havia passado muito mal em relação à sua saúde, pois sofreu um infarto e passou por duas batalhas contra o câncer de mama.

Ron garante que sempre esteve com Donna e que nunca sairá do seu lado.

Eu fiz uma promessa e a promessa irá durar pelo resto das nossas vidas. Eu estive com ela. Nunca a deixarei.

Ron visita Donna todos os dias na casa de repouso e nunca chega com as mãos vazias. Todo dia ele leva uma Coca-Cola, um chiclete ou uma fruta, às vezes framboesas e abacaxi às segundas-feiras.

Desde que ela se mudou em agosto de 2015, ele só se ausentou três dias, quando visitou seu tio de 96 anos no Nebraska, Estados Unidos.

A memória de longo prazo da Donna ainda funciona e ela se lembra de quase tudo, até dos 25 cruzeiros e viagens que eles fizeram durante o casamento. No entanto, ela sofre para guardar as coisas mais recentes, pois a memória de curto prazo está falhando muito. Ron sabe que a doença dela irá piorar progressivamente e disse que se inscreverá em grupos de apoio para se preparar para o inevitável.

Ela esquecerá quem eu sou. Então, aproveito cada minuto ao seu lado enquanto ela se lembra de mim.

Ron disse que seu maior medo é que algo aconteça com ele, porque ele é o responsável pelos cuidados de sua esposa.

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Há alguns poucos dias, Ron levou a Donna sua caixa de chocolates de São Valentim número 39. Em 1979, a caixa e os doces custavam $13 dólares, mas hoje eles custam $41. No entanto, ele não liga pra isso.

São chocolates de excelente qualidade. Valem cada centavo, declarou Ron.

Donna falou pouco, mas disse que sabe como ela é abençoada por ter o seu esposo. Ela se casou completamente apaixonada e hoje o ama da mesma forma que naquele momento.

Esta história nos mostra que o amor realmente pode ser para sempre.

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