Transtorno obsessivo-compulsivo: o que é, o que pode causar e como ele é tratado

SAÚDE E ESTILO DE VIDA

Transtorno obsessivo-compulsivo: o que é, o que pode causar e como ele é tratado

Date September 22, 2017 11:11

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno mental onde uma pessoa experimenta pensamentos persistentes indesejados (obsessões) que provocam a ansiedade e essa pessoa tenta aliviar esses pensamentos com certos comportamentos ou rituais (compulsões). É possível ter apenas obsessões ou apenas compulsões, mas a maioria das pessoas com TOC tem os dois. O início do TOC geralmente ocorre na adolescência ou no início da idade adulta, mas algumas pessoas podem desenvolvê-lo mais tarde na vida. É uma condição bastante generalizada, mas as estatísticas sobre o transtorno podem não ser precisas porque muitas pessoas com TOC se sentem muito envergonhadas e constrangidas de ir a um terapeuta ou médico com esse problema. O TOC muitas vezes vem acompanhado de distúrbios de depressão e de ansiedade. Se não for tratado, o TOC pode ter um profundo impacto negativo em seu trabalho, estudos, vida social e nos seus relacionamentos com seus entes queridos.

Obsessão são pensamentos intrusivos e desagradáveis ​​que podem te impedir de realizar a sua rotina diária e esses pensamentos não vão embora até que você cometa um ato compulsivo. Aqui estão algumas obsessões comuns:

- medo de contaminação ou infecção;

- pensamentos indesejados de natureza sexual ou violenta;

- sensação persistente de que algo terrível acontecerá com você ou com seus entes queridos;

- pensamentos indesejados sobre ferir-se e/ou ferir outras pessoas (proposital ou involuntariamente);

- a necessidade de organizar as coisas em uma determinada ordem.

Uma pessoa com TOC geralmente executa um ritual (compulsão) que proporciona alívio temporário, mas o pensamento obsessivo retorna logo depois. Aqui está uma lista dos comportamentos compulsivos mais comuns:

- lavar as mãos com frequência e limpar os objetos e superfícies constantemente;

- verificar se a porta e as janelas estão trancadas, verificar se o fogão está desligado;

- organizar as coisas de uma certa maneira, como colocar seus livros estritamente em ordem alfabética;

- contagem compulsiva.

Não está claro o que provoca o TOC, mas existem vários fatores que se pensa que podem contribuir para o desenvolvimento dele. São eles:

- um histórico familiar de TOC - se o parente de sangue próximo (por exemplo, seu pai ou seu irmão) tiver o transtorno, você também corre o risco de desenvolvê-lo;

- um trauma emocional ou físico pode desencadear o início do TOC;

-  anomalias em certas áreas do cérebro e/ou diminuição dos níveis de serotonina;

- às vezes, o TOC em crianças começa a surgir depois de terem uma infecção estreptocócica – que é chamada de Transtornos Neuropsiquiátricos Autoimunes Pediátricos Associados com infecções por estreptococos (PANDAS).

Esses pensamentos obsessivos e rituais compulsivos costumam consumir grande parte do seu tempo - uma hora por dia ou mais. E a maioria das pessoas está ciente de que esses pensamentos e comportamentos são irracionais, mas eles não conseguem detê-los por conta própria sem tratamento adequado.

O TOC é uma desordem crônica e não existe uma maneira conhecida de evitar isso. Mas existem algumas opções de tratamento disponíveis que podem aliviar os sintomas e te ajudar a retornar à sua vida normal. O tratamento do TOC geralmente envolve tomar antidepressivos (inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRIs) ou antidepressivos tricíclicos e uma forma de terapia cognitivo-comportamental chamada de exposição e prevenção de resposta (você aprende a perceber os seus pensamentos obsessivos de forma diferente e você gradualmente interrompe a realização de ações compulsivas depois de algum tempo). A combinação de medicação e terapia provou ser a mais eficaz.

Se você ou alguém próximo a você tem os sintomas do TOC, você deve falar com um médico que irá indicar você ou seu ente querido para um profissional de saúde mental.

Referências: NIMH, NHS, WebMD

Esta publicação é apenas para fins informativos. Não se destina a fornecer conselhos médicos. A Fabiosa não se responsabiliza por quaisquer possíveis consequências de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação dietética, ação ou aplicação de medicação que resulte de ler ou seguir a informação contida nesta publicação. Antes de realizar qualquer tipo de tratamento, o leitor deve consultar seu médico ou outro profissional de saúde.