Distimia: não é uma falha de caráter, mas uma doença men

SAÚDE E ESTILO DE VIDA

Distimia: não é uma falha de caráter, mas uma doença mental legítima

Date November 28, 2017 17:49

O que é distimia?

O transtorno depressivo persistente (também chamado de "distimia") é um termo usado para descrever a depressão a longo prazo. Comparados com a depressão maior, os sintomas da distimia são mais leves, mas duram mais. Se um adulto tem os sintomas por mais de dois anos, ele ou ela atende aos critérios para o diagnóstico de distimia. A desordem afeta 4,1% das mulheres e 2,2% dos homens em algum momento de suas vidas. Pessoas com distimia costumam se acostumar com seus sintomas e não recebem a ajuda que necessitam, porém a distimia pode ser tratada com sucesso com antidepressivos, terapia oral ou uma combinação de ambos.

Quais são os sintomas da distimia?

Os sintomas de distimia podem mudar de gravidade ao longo do tempo e podem até desaparecer (por não mais de dois meses) e depois voltarem.

Os sintomas comuns de distimia incluem o seguinte:

  • ficar desinteressado das atividades cotidianas e coisas que você costumava curtir;
  • sentimentos duradouros de tristeza, vazio, desesperança e ansiedade;
  • falta de energia;
  • diminuição da capacidade de se concentrar, pensar e tomar decisões;
  • autoestima baixa, autocrítica constante e sentimento de culpa;
  • irritabilidade e raiva;
  • problemas de sono – sono perturbado ou dormir demais;
  • diminuição ou aumento do apetite e resultante mudanças de peso.

Quando consultar um médico

Pode parecer que você teve depressão por muito tempo; tornou-se parte integrante da sua vida e personalidade. Mas não precisa ser assim. Existem profissionais treinados que são capazes de ajudar. Você pode pedir ao seu médico para recomendar alguém ou entrar em contato diretamente com um profissional de saúde mental.

Se você está pensando em autoflagelo, ligue para o 190 imediatamente.

O que causa o transtorno depressivo persistente?

Não está exatamente claro o que causa transtorno depressivo persistente. Pode resultar de uma combinação de fatores, por exemplo, uma pessoa com predisposição hereditária à depressão pode desenvolver a desordem como resultado de um evento traumático que não teria causado a mesma resposta em alguém que não é propenso à depressão.

Especialistas acham que os seguintes fatores contribuem para a distimia:

  • Diferenças físicas no cérebro. As diferenças entre um cérebro saudável e um cérebro deprimido podem ser vistas em um exame do cérebro, mas ainda não está claro como e por que elas se desenvolvem;
  • Química cerebral. A serotonina é um neurotransmissor que ajuda a regular o humor, e quando há desequilíbrio, um indivíduo experimenta sintomas depressivos;
  • Privação do sono. A falta de sono pode ser resultado da depressão, pode piorar e também é considerada uma das suas causas;
  • Desequilíbrio de cortisol e hormônios tireoidianos. Não está exatamente claro se é um desequilíbrio hormonal que contribui para a depressão ou se é o contrário (pode ser ambos);
  • Histórico familiar. Se seu parente de sangue próximo tem ou teve depressão, você provavelmente também o desenvolverá;
  • Eventos de vida estressantes. A perda de um ente querido, o divórcio, a demissão ou a tensão crônica podem desencadear a depressão;
  • Ter sido intimidado, negligenciado ou abusado quando criança.

Pontos a ter em mente se você tiver distimia

  • não hesite em receber ajuda se tiver sintomas depressivos - o tratamento realmente funciona para a maioria das pessoas;
  • não seja muito exigente consigo mesmo - defina metas alcançáveis;
  • não pressione seus entes queridos - as tentativas deles em ajudar podem parecer estranhas, mas eles têm seus melhores interesses em mente;
  • faça algo que costumava fazer você se sentir bem - reler um livro favorito, ir assistir a um filme ou ver um amigo antigo;
  • comece a se exercitar - não precisa ser intenso, andar ou alongar fará bem;
  • coma uma dieta equilibrada e diversificada;
  • evite álcool e drogas - eles só agravam a depressão;
  • adie as principais decisões até se sentir melhor - mudança de carreira, casamento ou divórcio, um plano para se mudar pode esperar até que você possa pensar mais claro;
  • seja paciente - tanto os antidepressivos quanto a terapia de conversa levam tempo para começar a realmente funcionar, então dê uma chance.

Este artigo é meramente informativo. Não se automedique e, em todos os casos, consulte um profissional de saúde certificado antes de usar qualquer informação apresentada no artigo. O conselho editorial não garante nenhum resultado e não assume qualquer responsabilidade por danos que possam resultar do uso das informações indicadas neste artigo.