3 histórias horríveis que confirmam que o bullying é real

FAMÍLIA & CRIANÇAS

3 histórias horríveis que confirmam que o bullying é real e pode matar. Como podemos proteger os nossos filhos?

Date October 31, 2018 17:02

Muitas pessoas ainda têm dúvidas de que o bullying é uma questão que precisa realmente ser resolvida o mais rápido possível. Acreditamos que tal dúvida sequer deveria existir. Essa terrível doença está matando nossos filhos, e centenas de histórias cruéis de bullying acabam por provar isso diariamente. O bullying pode ter consequências terríveis, como a depressão, transtornos de ansiedade, comportamento suicida, etc. E, muitas vezes, as crianças colocam fim em suas próprias vidas, por não conseguirem ver uma solução, por não terem ajuda.

De acordo com estudos recentes, mais de 14% dos estudantes chegam a ter pensamentos suicidas e 7% tentaram de fato acabar com as próprias vidas. Todos os dias, mais de 160 mil crianças saem da escola apenas por medo de serem intimidadas. Queremos destacar três histórias de bullying da vida real para aumentar a conscientização sobre o assunto.

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A história de Rosalie – bullying virtual é real

A jovem Rosalie Avila de 13 anos, moradora da Califórnia, cometeu suicídio após ser intimidada por muitos anos. Rosalie vivia em uma família amorosa e carinhosa, mas isso não ajudou a salvar sua vida. A menina deixou uma nota, na qual ela escreveu que não aguentava mais ser intimidada, e  por isso se enforcou. E mesmo depois da morte de Rosalie, muitos estudantes ainda continuavam os ataques virtuais à ela. Como na maioria dos casos, a família acreditava que a escola não fez nada para tentar resolver o problema e evitar a tragédia. Segue abaixo o que a mãe revelou sobre a tragédia:

As coisas que eles publicam nas mídias sociais sobre minha filha são inaceitáveis. Pessoas que gostavam e sentiam prazer ao fazer isso ... é doloroso, é como se essas pessoas não tivessem coração.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A história de Carl – palavras podem matar

Carl Joseph Walker-Hoover tinha apenas 11 anos de idade, quando se tornou vítima de um caso de bullying absolutamente ultrajante. Os valentões de sua escola o chamavam de "gay" todos os dias, muito embora nada se soubesse ou fosse da conta de alguém a orientação sexual do jovem.

No entanto, a pressão criada e a rejeição da sociedade eram muito fortes contra Carl. A mãe o encontrou pendurado por uma extensão em casa, quando estava prestes a ir para outra reunião com os funcionários da escola para tentar uma solução para os constantes casos de intimidação. Carl era sincero, gentil e ativo. A mãe se lembra de seu filho como um menino cheio de virtudes e muito talentoso:

Ele era um daqueles em quem você podia confiar e com o qual você podia contar.

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História de Jeremiah – bullying no ensino médio

Jeremiah colocou fim a sua própria vida aos 21 anos. O jovem sofreu bullying desde o primeiro dia na escola. Ele foi criado em uma família pobre e tinha três irmãos. Jeremiah era tímido e sensível, adorava brincar com seus animais de estimação e no início gostava muito de ir à escola. Mas o entusiasmo rapidamente se transformou em frustração. Muitas crianças tiravam sarro do garoto por ele usar roupas de segunda mão, costuradas em casa, ou por não saber nada sobre alguns programas populares de TV por conta das restrições de TV da mãe.

As coisas só pioraram no ensino médio. Apesar da mãe saber de alguns incidentes por conta do bullying, ela não tomou nenhuma medida porque o filho implorou para ela não expor o problema para os responsáveis da escola. E mesmo depois de mudar de escola na 10ª série, Jeremiah rapidamente se tornou alvo de bullying mais uma vez. Os professores disseram que ele precisava aprender como se defender e não interferiram para tentar ajudar. Pouco tempo depois, o jovem comprou uma arma e atirou contra si mesmo. Jeremiah deixou uma mensagem na qual ele dizia não querer viver em um mundo cheio de pessoas tão crueis e que o bullying o deixava sem nenhuma auto-estima e esperança.

Hoje é o Dia Mundial de Prevenção contra Suicídio. Como a maioria de vocês deve saber, nosso amado filho, Jeremiah cometeu suicídio em 22 de outubro de 2006, aos 21 anos. Sentimos mais saudades dele do que qualquer palavra possa expressar. Jeremiah falou muito sobre o que é ser intimidado e o impacto devastador que isso teve sobre ele, estamos na luta para evitar que outras crianças sofram como ele sofreu. Por favor, confira www.facebook.com/jeremiahshopeforkindness e por favor, acenda uma vela hoje à noite, em memória a todos aqueles que resolveram colocar um fim em suas vidas por meio do suicídio.

Quando alguém diz que o bullying é uma coisa absolutamente normal na vida de qualquer criança, talvez essa pessoa não conheça nenhuma história como as que lemos acima. O bullying NÃO pode ser considerado algo normal, e não deve ser tolerado! A prática de bullying pode deixar sequelas terríveis, como o suicídio ou execução em massa dentro de escolas. De acordo com diferentes estudos, quase três quartos dos atiradores que cometeram crimes dentro de escolas foram vítimas de algum tipo de bullying.

3 histórias horríveis que confirmam que o bullying é real e pode matar. Como podemos proteger os nossos filhos?Wavebreakmedia / Depositphotos.com

O que podemos fazer como pais para evitar algo tão terrível? Converse mais com seus filhos. Certifique-se de que eles saibam que são amados e que estão protegidos. Caso as autoridades da escola não ajudem, leve o problema para as autoridades do município e do estado. Você pode até procurar ajuda da imprensa local. Este problema social requer ações sérias e imediatas. As histórias descritas neste artigo provam que você nunca deve fechar os olhos para o problema.

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