Inacreditável: essa mulher viveu boa parte da vida achando que tinha paralisia por causa de um diagnóstico errado

Você já parou para pensar em como reagiria se recebesse um diagnóstico errado e, ao saber o correto, isso mudasse toda sua vida? Pode parecer até compreensível que, em uma situação como essa, você ficasse morrendo de ódio dos médicos e de todo resto, mas Jean Sharon Abbot não é uma dessas pessoas. 

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Como era a vida de Jean antes do diagnóstico certo

Quando tinha apenas quatro anos, Jean foi diagnosticada com diplegia espástica, um tipo raro de paralisia cerebral que fazia com que ela tivesse espasmos musculares severos na região da perna que a faziam ter dificuldades de andar. Mesmo depois de receber o parecer médico do pediatra, os pais da menina procuraram outras opiniões, mas o diagnóstico nunca foi contestado. 

Assim, ela estava fadada a uma infância e adolescência com pernas que mal funcionavam e a faziam precisar de ajuda até nas tarefas mais simples. Felizmente, sua família e amigos a apoiavam o tempo todo, como contou ao Daily Mail Online: 

Nunca fui de ficar me lamentando e pensando muito na doença, só fazia isso quando estava em consultas médicas.  Acho que, no resto do tempo, estava ocupada demais tentando viver uma vida normal e ficar com minha família e meus amigos. 

Jean cresceu, foi para a faculdade e se casou. Hoje, o casal tem três filhos.

Quando passou dos 20 anos, ela passou a sentir mal com o excesso de medicamentos que tomava diariamente e pareciam não funcionar. Assim, decidiu procurar outro médico para reavaliar o tratamento e acabou descobrindo algo que virou sua vida inteira da cabeça para baixo. 

O neurologista que atendeu Jean descobriu que o diagnóstico de diplegia espástica estava errado. Ela não tinha paralisia cerebral, mas, sim, uma distonia que era tratável e totalmente curável! 

#tbt Um tbt de quando viajar requeria que eu levassse a minha scooter de mobilidade. #sanfransisco #dystoniaawareness

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde, a condição de Jean é rara e causa contrações musculares involuntárias, tremores e outros movimentos descontrolados. Começa nas pernas e, eventualmente, se espalha para os braços e o resto do corpo. 

#TBT visitando a Floresta Red Wood uns 10 anos atrás com meu marido. Minha scooter me deu a habilidade de ver mais da vida do que se eu não a tivesse. Eu espero que um dia eu possa revisitar esse lindo local sobre meus próprios pés. #inspirational #DopaResponsiveDystonia

Primeiro, Jean ficou totalmente boquiaberta com o novo diagnóstico, mas conversou com seu marido e eles decidiram testar o novo medicamento proposto pelo médico, que funcionou como num passe de mágica! 

Rapidamente, as pernas dela ficaram fortes e estáveis e ela foi capaz fazer algo que nunca imaginou - fazer uma caminhada de 10 milhas com o marido. Ainda ao Daily Mail, ela comentou a sensação: 

Eu fiquei tremendamente orgulhosa de mim mesma e não podia parar de pensar em todas as pessoas fisicamente capazes de fazer o mesmo, mas que escolhem não fazer. Logo comecei a pensar no monte de lugares que queria conhecer com minha família e nunca tinha ido. 

Não muito tempo atrás, eu não conseguia carregar uma única bolsa. Agora, posso carregar várias no meu braço até meu carro sem precisar da ajuda de ninguém. 

Ao contrário do que você possa pensar, Jean não ficou brava com os médicos que a diagnosticaram erroneamente quando criança, mas feliz por poder fazer coisas que nunca imaginou que seria capaz por conta do novo remédio. 

Tudo que eu sei é que nunca vou viver com arrependimentos, e nem ia começar por causa de um novo diagnóstico. Além disso, posso fazer coisas que nunca teria considerado possíveis antes. Não tenho motivos para ficar zangada ou chateada. Eu sou tão feliz!

Ainda segundo o Instituto Nacional de Saúde, a doença de Jean afeta uma em cada 1 milhão de pessoas. Agora, ela está empenhada em coscientizar outras pessoas sobre a condição: 

Sinto que minha história é importante porque devem haver outras pessoas com o mesmo diagnóstico errado. Se minha trajetória ajudar somente uma pessoa, ficarei satsfeita. 

A história de Jean é realmente admirável, e não há como negar que ela é um verdadeiro exemplo. 

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