Repórter se revolta ao ser assediada durante entrevista: ?

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Repórter se revolta ao ser assediada durante entrevista: “Sou mulher e mereço ser respeitada”

Date March 16, 2018 13:05

Bruna Dealtry, repórter do Esporte Interativo, usou as redes sociais para desabafar após ser assediada por um rapaz durante uma transmissão ao vivo. A situação foi tão constrangedora, que a moça se assustou e gritou quando sentiu que um torcedor havia dado um beijo no seu rosto.

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O fato aconteceu enquanto cobria o jogo da Libertadores das Américas, entre Vasco e Universidade de Chile, quando foi surpreendida por um rapaz que lhe beijou. Indignada com a situação, Bruna desabafou em suas redes sociais e escreveu. “Isso não foi legal, né? Senti na pele a sensação de impotência que muitas mulheres sentem em estádios, metrôs, ou até mesmo andando pelas ruas. Um beijo na boca, sem a minha permissão, enquanto eu exercia a minha profissão, que me deixou sem saber como agir. Sou repórter de futebol, sou mulher e mereço ser respeitada”, desabafou.

Sempre fui uma repórter que adora uma festa de torcida. Não me importo com banho de cerveja, torcedor pulando, pisando no meu pé... sempre me deixo levar pela emoção e tento sentir o momento para fazer o meu trabalho da melhor maneira possível. Sempre me orgulhei por ter uma boa relação com todas as torcidas e por ser tratada com muito respeito!! Mas ontem, senti na pele a sensação de impotência que muitas mulheres sentem em estádios, metrôs, ou até mesmo andando pelas ruas. Um beijo na boca, sem a minha permissão, enquanto eu exercia a minha profissão, que me deixou sem saber como agir e sem entender como alguém pode se sentir no direito de agir assim. Com certeza o rapaz não sabe o quanto eu ralei para estar ali. O quanto eu estudei e me esforcei para ter o prazer de poder contar histórias incríveis e estar em frente às câmeras mostrando tudo ao vivo. Faculdade, cursos, muitos finais de semana perdidos, muitos jogos de futebol analisados, estudo tático, técnico, pesquisas etc. Mas pelo simples fato de ser uma mulher no meio de uma torcida, nada disso teve valor para ele. Se achou no direito de fazer o que fez. Hoje, me sinto ainda mais triste pelo que aconteceu comigo e pelo que acontece diariamente com muitas mulheres, mas sigo em frente como fiz ao vivo. Com a certeza que de cabeça erguida vamos conquistar o respeito que merecemos e que o cidadão que quis aparecer é quem deve se envergonhar do que fez. Sou repórter de futebol, sou mulher e mereço ser respeitada.

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Bruna relata que não imaginava que isso poderia acontecer com ela e disse que lutou muito para realizar o sonho de ser jornalista e, quando, vê este tipo de atitude pensa se estudou em vão.

A repórter complementou dizendo que só por ser uma mulher em meio da torcida, ela estava sujeita aquele tipo de atitude do rapaz assediador. Mas frisou que não vai desistir de sua luta e nem de sua carreira por uma ato de assédio.

Infelizmente temos que conviver com este tipo de atitude, onde a mulher é dada com um objeto. Parabéns a Bruna pela coragem e o desabafo, pois só assim, outras mulheres podem ganhar coragem e força para denunciar qualquer tipo de assédio.

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