Mãe de vítima da boate Kiss deixa trauma de lado e se dedi

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Mãe de vítima da boate Kiss deixa trauma de lado e se dedica ao voluntariado, “Eu me sinto muito mais humana"

Date March 14, 2018 15:58

Já se foram cinco anos da maior tragédia em uma casa noturna no Brasil, que matou 242 pessoas durante o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

Jocelene Zatt viveu de perto o desespero dos familiares dos jovens presentes na boate naquela noite e felizmente, seu filho estava entre os sobreviventes. Desde então ela tem superado o trauma que passou e hoje tem se esforçado para ajudar o próximo.

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Sete meses após o incêndio e com o seu filho se recuperando da tragédia, Jocelene resolveu se dedicar àquelas pessoas que estavam passando por drama semelhante. A tragédia, que completou cinco anos em janeiro, não apenas marcou a mãe de Fabiano Zatt, como também transformou sua vida. "Eu já estive do outro lado, eu consigo entender o que o outro está passando no momento de desespero. Eu me sinto muito mais humana", relata Jocelene que é Diretora do Voluntariado da Cruz Vermelha

Ela relembra em detalhes a noite da tragédia e conta que o Fabiano não queria ir a festa, mas seus amigos o convenceram. Foi quando às 2h30 da manhã, recebeu um telefonema dizendo que era para ela e o esposo buscarem o jovem no hospital. Ao chegar no local não entendeu o que estava acontecendo. E mesmo vendo o filho vivo, ficou assustada com o número de óbitos que chegavam no pronto atendimento.

Mesmo assim, a saúde de Fabiano requeria cuidados. Por ter inalado muita fumaça tóxica, 12 horas, depois seus pulmões começara a endurecer. Além disso, ele sofreu muitas queimaduras como na laringe e na faringe. Com isso precisou ser sedado e levado para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde ficou em coma por 11 dias.

A inspiração para que ela se tornasse voluntária, foi de um grupo de pessoas, que durante os dias que ficou no hospital, ajudavam as famílias da tragédia. Elas, além do apoio psicológico, levavam comida, água e roupas.

Essas atitudes fez com Jocelene começasse a se interessar pelo voluntariado e surgisse a satisfação em ajudar ao próximo. Foi onde motivou a entrar para a Cruz Vermelha. “Após toda tragédia eu percebi que a Cruz Vermelha seria o local ideal para começar a ajudar. Eles têm grupos muito grandes de ajuda, atuam em casos de urgência, em desastres. Esse trabalho me fascina", relata Jocelene, que é psicóloga e dá palestras no grupo e faz entrevistas com os novos integrantes.

O amor pelo voluntariado é tanto que foi até Chapecó, ajudar as famílias afetadas pela tragédia da Chapecoense.

Ao ser perguntada o motivo de querer ajudar o próximo, a psicóloga responde, que dar apoio a quem precisa é uma sensação única e isso se torna uma satisfação.

Jocelene é a prova que estamos no mundo para ajudar o próximo e isso faz uma grande diferença nas vidas das pessoas. Parabéns pelo trabalho!

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