Dar colo para o bebê é gostoso e faz bem para o cérebro

FAMÍLIA & CRIANÇAS

Dar colo para o bebê é gostoso e faz bem para o cérebro

Date 22 de setembro de 2017

Diz a cultura popular que dar muito tempo de colo para o bebê pode acostumar mal, mas temos visto nos últimos tempos que o efeito pode ser justamente o contrário. O contato do bebê com a mãe logo após o parto pode ser fundamental para muitas funções a serem desenvolvidas.

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Além disso, o método canguru, aprovado pelo Ministério da Saúde, tem sido uma técnica de contato pele a pele com resultados de sucesso no cuidado neonatal com bebês que nascem abaixo do peso.

Um estudo confirma que o colo, principalmente nos primeiros dias de vida, tem efeito surpreendente no cérebro do bebê. Foram observados 125 bebês prematuros e nascidos no tempo certo em um Hospital dos Estados Unidos (National Children’s).

O estudo concluiu que bebês com menor contato com apele dos pais ou cuidadores apresentaram respostas neurais inferiores ao serem estimulados com o toque, apresentando menor sensibilidade e possível menor interação. Entre os prematuros esse resultado é ainda mais notável.

Os bebês que passam por procedimentos dolorosos muito cedo (incluindo pouco ou nenhum contato com o colo das pessoas) podem ter uma sensibilidade reduzida.

Os estudiosos defendem que as UTIs neonatais incentivem os pais e cuidadores a pegarem seus bebês no colo e passam mais momentos juntos. Na ausência dos pais, que este contato seja realizado por cuidadores e profissionais de saúde sempre que possível.

De acordo com o estudo, quando o bebê e a mãe estão em contato corpo a corpo, existe uma troca cognitiva, com lembranças de ritmo de respiração e batimentos cardíacos e isso tranquiliza o bebê, favorecendo seu desenvolvimento como um todo.

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