Infantolatria: quando a criança comanda a dinâmica familia

FAMÍLIA & CRIANÇAS

Infantolatria: quando a criança comanda a dinâmica familiar

Date October 17, 2017 16:52

As crianças são seres realmente contagiantes. Na maioria das vezes, a presença delas alegra qualquer ambiente, revigora e renova os adultos e oferece leveza para as maiores preocupações do dia a dia.

E por isso, muitas vezes é muito difícil falar um “não” quando essas crianças chegam com um olhar meigo e uma expressão sorridente. Eles acabam conseguindo muita coisa com esse carisma.

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Elena Nichizhenova/ Shutterstock.com

Acontece que quando esse tipo de comportamento em que a criança tem tudo o que quer, nunca escuta um “não” e praticamente manda e desmanda em tudo, inclusive na própria rotina familiar, prestem atenção, porque alguma coisa pode estar errada.

Estabelecer limites pode ser difícil, mas é essencial para a educação dos filhos. Quando mais cedo a criança começar a ter contato com as pequenas frustrações, mais fácil será para ela lidar com situações que fujam ao seu controle na vida adulta.

É cada vez mais comum vermos famílias que se programam em função das crianças em todos os sentidos: horário para comer, para acordar, para dormir, o que comer, as programações de fim de semana, etc.

Yuganov Konstantin/ Shutterstock.com

Não estamos aqui querendo dizer que as crianças devam ficar em segundo plano. Pelo contrário: que elas recebam toda a atenção que precisam para se desenvolver, reconhecendo inclusive os limites.

É sobre isso que o termo Infantolatria se refere: quando a mãe se torna, mesmo que inconscientemente, uma súdita do filho e o bebê determina toda a dinâmica familiar, a ponto de ser idolatrado, quando a vontade do filho fica acima até mesmo de situações que não são saudáveis, como alimentação e horário de sono, por exemplo.

Vale lembrar que este tipo de comportamento dos pais geralmente é inconsciente e muitas vezes acontece no maior esforço de acertar e de não errar nunca. Na dúvida, o ideal é tentar equilibrar, nem demais, nem de menos e manter uma linha de conduta para que a criança não se confunda com mudanças de comportamento e de certezas.

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