Neurocientistas afirmam que o cérebro pode se modificar de acordo com o uso

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Antigamente, as descobertas da Neurociência ficavam mais restritas ao meio científico. Hoje em dia é diferente. A cada dia a Neurociência avança em novas descobertas e cada vez mais vai caindo no conhecimento das pessoas leigas.

O assunto do momento estudado pelos cientistas tem um nome: neuroplasticidade, que também pode ser chamada de plasticidade cerebral.

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Trata-se da capacidade que o cérebro possui de se modificar, se reformular e criar novas conexões “compensatórias” por meio de estímulos e da forma que se utiliza o próprio cérebro.

O conceito de Neuroplasticidade começou a ser apresentado ainda recentemente entre as décadas de 70 e 80, com o neurocientista Merzenich. Na época, era uma ideia revolucionária porque até então acreditava-se que o cérebro seria um órgão estático, pré-moldado pelas condições genéticas.

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Merzenich defende que é possível ao longo da vida criar novas conexões neuronais, de acordo com as experiências e estímulos. Ele conseguiu demonstrar em animais que as sinapses se alteram de acordo com a atividade realizada. Em um dos experimentos, ele alterou os nervos da mão de um macaco e observou as células cerebrais se reorganizarem rapidamente para criar um novo mapa mental da mão.

A partir destes estudos, Merzenich criou o implante coclear e hoje desenvolve softwares para aprimorar o aprendizado infantil por meio de plasticidade cerebral.

O neurocientista explica que a partir de determinadas experiências, o cérebro altera sua “fiação” como uma forma de selecionar e rearranjar as conexões para dar suporta ao novo comportamento ou habilidade.

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Da mesma forma que realizamos atividades físicas para estimular nosso corpo físico e fortalecer nossos músculos, quando exercitamos o cérebro, alteramos e ajustamos todo o seu funcionamento, aprimorando, não apenas uma habilidade, mas sim todo o sistema cerebral.

Segundo a teoria da neurociência, o cérebro nunca será igual a ontem, nem daqui uma semana, nem daqui uma década. Ele poder sofrer uma mudança progressiva ou regressiva, dependendo do uso que fazemos dele.

Atividades como fazer caminhos diferentes, ouvir músicas, ler muito, sair da rotina, mudar objetos e fazer coisas diferentes todos os dias ajudam a exercitar o cérebro.

Fonte: Estúdio da Mente

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