Novo medicamento promete revolucionar o tratamento de artrit

Novo medicamento promete revolucionar o tratamento de artrite reumatoide

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November 3, 2017 13:30 By Fabiosa

Muitas pessoas no mundo sofrem de AR (artrite reumatoide) e, de acordo com o Ministério da Saúde, esse número ultrapassa os 2 milhões aqui no Brasil. Mas, uma boa notícia vem aí: a Europa aprovou um remédio que promete auxiliar as pessoas que não reagem bem ao método e medicamentos tradicionais.

No mês de outubro, aconteceu o evento que abordou os avanços na área: o 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia, apresentou o “baricitinib”, um novo medicamento que está diretamente relacionado à melhora significativa do quadro das pessoas que sofrem com o problema.

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Os sintomas que precisam ser avaliados são: inchaço nos pés e nas mãos, nódulos, dores nas articulações, e até certa deformidade nos membros que estão sofrendo os males provocados pela doença.

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Um dos maiores nomes na área e referência no estudo sobre AR, o professor Josef Smolen, da Universidade Médica de Viena, na Áustria, falou um pouco sobre a descoberta: “Desde 2009, não temos novas drogas e novos tratamentos. Agora, neste ano, surgiram três novas drogas, entre elas o “baricitinib”, inibidor que age na estrutura da célula e serve para qualquer problema reumatológico”, explicou o especialista.

A droga é indicada para adultos que não respondem ao tratamento usual e estão em condições a partir de AR moderada a até grave.

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O pesquisador alerta:

“A artrite reumatoide pode começar em qualquer idade. Pode atingir um bebê de dois meses ou um senhor de 90 anos. Mas o importante é tratar a doença assim que diagnosticada, e não esperar, pois essa é uma doença que se modifica”.

A AR pode se desenvolver em todos os seres humanos e em qualquer faixa etária. Mas a incidência é maior de acordo com a idade (a partir dos 30 até os 50 anos corresponde ao grupo de risco).

Ela é uma doença de característica inflamatória, crônica e autoimune. As dores nas famosas “juntas” chegam a ser insuportáveis e em casos críticos impedem o movimento.

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O congresso mostrou que o “baricitinib” melhorou a resposta positiva de todos os usuários, inclusive daqueles que tiveram um déficit em relação ao tratamento normal. Mesmo aqueles que tiveram resposta negativa a todos os métodos responderam positivamente em até 60% dos casos.

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